A Petrobras informou em 02/Abr que concluiu a liquidação financeira referente à primeira redeterminação da jazida compartilhada de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos. A companhia recebeu aproximadamente R$ 3 bilhões das demais empresas privadas e pagou cerca de R$ 600 milhões à União, representada pela PPSA.
Segundo a Petrobras, a redeterminação decorre da aprovação do quarto termo aditivo ao Acordo de Individualização da Produção, que elevou a participação da estatal na jazida de 67,216% para 67,457%, com efeito a partir de 1º de dezembro de 2025. Os valores foram efetivamente liquidados em 31/03/2026 e já estavam reconhecidos nas demonstrações financeiras do 4T25. A companhia detalhou que a compensação financeira abrange gastos incorridos e receitas relativas aos volumes produzidos até a data de efetividade do aditivo, nos termos do Acordo de Equalização de Gastos e Volumes vigente. A estrutura de Tupi envolve o contrato de concessão BM-S-11, operado pela Petrobras com 65%, em parceria com Shell, com 25%, e Petrogal, com 10%. A Petrobras acrescentou que a jazida compartilhada também compreende o bloco Sul de Tupi, no contrato de cessão onerosa, no qual detém 100%, além da área não contratada pertencente à União e representada pela PPSA. A companhia esclareceu ainda que o AIP de Tupi não abrange a jazida de Iracema, cujas participações permanecem inalteradas.
Fonte: Petrobras RI | 02/04/2026
O governo federal anunciou em 06/Fev a destinação de cerca de R$ 45 milhões para reforçar ações de fiscalização, prevenção e repressão a ilícitos minerários no país. A medida foi comunicada pela Secretaria de Comunicação Social e reforça a agenda regulatória e operacional da ANM.
Segundo a Secom, os recursos do Novo Acordo de Mariana serão usados para estruturar ações permanentes de regulação, monitoramento e prevenção em escala nacional no âmbito da ANM, além de ampliar o apoio operacional da Polícia Federal em Minas Gerais. O anúncio foi feito pelo Ministério de Minas e Energia. A Secom informou que o objetivo é fortalecer a atuação nacional da ANM e a responsabilização penal em ilícitos ligados à mineração. O pacote foi apresentado como parte do esforço para enfrentar garimpo ilegal, melhorar a fiscalização e dar mais capacidade operacional ao regulador. Em 04/02/2026, a própria ANM publicou entrevista em que sua superintendente de Política Regulatória afirmou que minerais críticos e transição energética passaram a integrar a agenda de consolidação regulatória da agência. O material destaca governança, boas práticas internacionais e alinhamento entre desenvolvimento mineral e interesse público.
Fonte: Agência Nacional de Mineração · ANM | 06/02/2026
A ABSOLAR informou em sua base institucional, com dados atualizados em 12/03/2026, que o Brasil atingiu 66,6 GW de capacidade instalada solar, com 4.084.326 sistemas de geração distribuída e 21.145 usinas de geração centralizada. Em paralelo, a entidade reportou em 31/03/2026 avanço dos sistemas fotovoltaicos isolados, sobretudo em aplicações rurais.
No retrato divulgado pela associação, a energia solar acumulava R$ 296 bilhões em novos investimentos, R$ 92,8 bilhões em arrecadação e 2 milhões de empregos associados à cadeia. O dado consolida a fonte como um dos vetores de expansão mais rápidos da matriz elétrica brasileira. Na cobertura reproduzida pela ABSOLAR em 31/03/2026, a entidade destacou que os sistemas off-grid seguem crescendo mesmo com lacunas regulatórias, impulsionados pela ausência ou limitação da rede elétrica, com destaque para aplicações rurais e para o avanço de modelos híbridos e zero-grid. O movimento sinaliza que a expansão da fonte não tem ocorrido apenas no grid-connected tradicional. Além da geração centralizada e da geração distribuída convencional, o mercado solar vem abrindo novas frentes em nichos de atendimento elétrico e resiliência local, com ritmo sustentado por demanda descentralizada.
A ABSOLAR marcou para 14/Abr, em São Paulo, a primeira edição do Storage Leaders, evento dedicado a projetos de baterias com foco em viabilidade, regulação e novo mercado de capacidade. A entidade anunciou uma segunda edição temática para 30/Set, voltada ao pré-LRCAP de baterias.
Segundo a página oficial do evento, a programação de 14/04/2026 abordará panorama do BESS no Brasil, grandes projetos em operação, financiamento, tecnologias e integração com solar. A associação definiu a pauta como central para 2026, diante da discussão sobre contratação de capacidade e novos modelos de investimento em armazenamento. A segunda edição do fórum, marcada para 30/09/2026, terá foco específico em preparação regulatória e comercial para o leilão de reserva de capacidade com baterias. A agenda reflete a migração do tema de armazenamento de uma discussão tecnológica para um debate de desenho de mercado e financiamento. O avanço da pauta ocorre após o setor ter concentrado esforços em revisar regras de custeio e contratação no início do ano. No calendário da ABSOLAR, o BESS aparece como uma das agendas prioritárias do setor elétrico brasileiro em 2026, conectando solar, flexibilidade sistêmica e capacidade firme.
O mercado europeu de gás pode estar subprecificando o risco de disrupções prolongadas de LNG no Estreito de Ormuz, segundo nota do Goldman Sachs reportada pela Reuters em 06/Abr. O banco estimou que cerca de 19% da oferta global de LNG, equivalente a 80 mtpa, segue interrompida.
Segundo a Reuters, o Goldman afirmou que o prêmio de risco observado até agora no gás europeu tem sido limitado porque as importações de LNG do noroeste da Europa permaneceram resilientes e a maior parte do choque negativo foi absorvida pela Ásia, especialmente pela China. O banco citou que as importações de março para o noroeste europeu superaram em 33 milhões de m³ por dia sua projeção. A mesma nota apontou que a perda diária de fluxos de LNG por Ormuz ainda se aproxima de 300 milhões de m³ por dia, muito acima da queda de 68 milhões de m³ por dia observada nas importações chinesas. Para o banco, se a disrupção se mantiver além de abril em escala semelhante, o mercado europeu terá de exigir destruição de demanda adicional. Nesse cenário, o Goldman projetou, segundo a Reuters, que o TTF poderia testar uma faixa de 75 a 100 euros por MWh. A avaliação saiu no momento em que o Henry Hub continuava perto de US$ 2,80 nos EUA, refletindo um mercado doméstico mais protegido pela limitação de capacidade adicional de liquefação e exportação.
Os futuros do minério de ferro recuaram em 03/Abr, pressionados por margens mais estreitas das siderúrgicas chinesas e pela desaceleração da demanda após a reposição pré-feriado de Qingming. O contrato de maio em Singapura caiu para US$ 105,55 por tonelada e chegou a tocar US$ 104,50 intradia, segundo a Reuters.
A Reuters informou que o contrato mais negociado de minério de ferro na Dalian Commodity Exchange caiu 1,29%, para 805 yuans por tonelada, enquanto o contrato de Singapura perdia 0,71% às 07h03 GMT. O movimento ocorreu em meio à aversão mais ampla a commodities, alimentada por incertezas sobre o conflito no Oriente Médio e por preços mais altos de energia. Segundo a agência, analistas apontaram que siderúrgicas domésticas haviam concluído a reposição de matérias-primas para o feriado de 4 a 6 de abril, o que reduziu a liquidez no mercado spot e pesou sobre as cotações. Um trader em Singapura também citou rebalanceamento de capital no começo do mês como fator adicional de venda no minério. Para o mercado brasileiro, a correção no benchmark adiciona pressão ao complexo de minério e aço com forte peso de Vale e siderúrgicas no Ibovespa. Na sessão de referência do usuário, VALE3 encerrou a R$ 83,01, com variação de -0,10%, enquanto o minério Fe 62% ficou em US$ 107,97, alta de 0,48%.
Fonte: Reuters | 03/04/2026
Os Estados Unidos avançaram em março na agenda de suprimento de minerais críticos com o Brasil, assinando um memorando com o governo de Goiás e mantendo conversas para um acordo em nível federal. A informação foi publicada pela Reuters em 18/03/2026.
Segundo a Reuters, o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, afirmou que Washington tem uma proposta de acordo federal em discussão com Brasília, apesar das tensões diplomáticas bilaterais. A fala ocorreu após a assinatura do entendimento com Goiás e antes de um evento patrocinado pela embaixada norte-americana em São Paulo. A mesma reportagem informou que participaram do encontro investidores e empresas interessadas na produção de minerais críticos, com presença esperada de Citi e Anglo American. Os EUA vêm buscando acesso a reservas de terras raras e outros minerais estratégicos em cadeias hoje dominadas por agentes chineses. A movimentação reforça a disputa por ativos brasileiros ligados à transição energética e à indústria de defesa. Em outra reportagem da Reuters, também de 18/03/2026, a embaixada dos EUA patrocinou um evento com investidores e empresas brasileiras de minerais críticos, em meio ao esforço de consolidar cadeias no hemisfério ocidental.
Os preços do petróleo permaneceram sob forte influência geopolítica em 06/Abr, com o Brent negociado a US$ 110,74 por barril e o WTI a US$ 112,25 no início da sessão, enquanto o fechamento do Estreito de Ormuz continuou limitando exportações do Oriente Médio. No mesmo pano de fundo, a OPEC+ manteve o plano de elevar as cotas de maio em 206 mil barris por dia, segundo a Reuters.
A Reuters informou em 06/04/2026 que refinadores passaram a buscar alternativas de suprimento para cargas físicas nos EUA e no Mar do Norte diante das interrupções logísticas no Oriente Médio. Na atualização das 00h57 GMT citada pela agência, o Brent subia US$ 1,71, ou 1,6%, para US$ 110,74 por barril, enquanto o WTI avançava US$ 0,71, ou 0,6%, para US$ 112,25. Em outra atualização de 06/04/2026, a Reuters reportou que os contratos oscilaram com uma proposta de cessar-fogo entre EUA e Irã: o Brent recuava 64 centavos, para US$ 108,39, e o WTI caía US$ 1,33, para US$ 110,21, às 11h09 GMT. A mesma reportagem registrou que o fechamento de Ormuz continuava a afetar exportações do Oriente Médio e que a Rússia também enfrentava disrupções de oferta. Na reunião de 05/04/2026, reportada pela Reuters, a OPEC+ decidiu elevar as cotas de maio em 206 mil bpd. A agência destacou, porém, que o aumento tende a ser majoritariamente nominal porque Arábia Saudita, Emirados, Kuwait e Iraque, os membros com maior capacidade adicional, continuam limitados pela interrupção do tráfego e dos embarques na região do Golfo.
Duas frentes do mercado brasileiro de gás renovável ganharam tração em março: a Braskem passou a substituir parcialmente gás natural por biometano em Triunfo, no Rio Grande do Sul, e um estudo técnico da PUCRS com a Sulgás validou a viabilidade da injeção de biometano na rede local. As informações foram publicadas pela ABEGÁS em 06/03/2026.
No caso da Braskem, a ABEGÁS informou que a petroquímica começou a usar biometano como substituto parcial do gás natural na planta Q2 do Polo Petroquímico de Triunfo. O combustível renovável é distribuído pela Ultragaz a partir do aterro de Minas do Leão, com capacidade de até 46 mil m³ por dia. Também em 06/03/2026, a ABEGÁS reportou estudo conduzido pelo Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais da PUCRS em parceria com a Sulgás. O trabalho concluiu que a mistura de biometano ao gás natural distribuído no Rio Grande do Sul é homogênea e poderia ser entregue pela rede, em linha com práticas já adotadas em mercados como Reino Unido, Alemanha e França. Os dois movimentos acrescentam dados operacionais à abertura regulatória do mercado de gás renovável no Brasil. No nível comercial, a Naturgy já havia lançado em 04/03/2026 sua primeira chamada pública para aquisição de biometano no Rio de Janeiro, com prazo até 02/04/2026, segundo a ABEGÁS.
A Petrobras anunciou em 01/Abr um mecanismo para reduzir os efeitos do reajuste do querosene de aviação em abril, limitando o aumento efetivo para distribuidoras que atendem a aviação comercial a 18%, ante 54,8% previstos em contrato. A medida se soma à adesão da companhia, em 13/Mar, à subvenção econômica à comercialização de diesel rodoviário.
De acordo com a Petrobras, a diferença entre o reajuste contratual de 54,8% e o aumento efetivo de 18% poderá ser parcelada em seis vezes, com a primeira parcela a partir de julho de 2026. A estatal informou que o termo de adesão estaria disponível ao mercado até 06/04/2026 e que o mecanismo busca preservar a demanda pelo produto e mitigar efeitos no setor de aviação. Na comunicação de 13/03/2026, a companhia informou que seu conselho aprovou a adesão à subvenção econômica ao diesel rodoviário instituída pela MP 1.340, condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios da ANP necessários à operacionalização do preço de referência. A Petrobras afirmou que a adesão não altera sua estratégia comercial e preserva flexibilidade na implementação de preços. A companhia reiterou nos dois comunicados que vem evitando repassar integralmente a volatilidade internacional e cambial ao mercado doméstico. No caso do QAV, a Petrobras também indicou que o parcelamento poderá voltar a ser ofertado em maio e junho, com parâmetros ainda a serem definidos.
Fonte: Petrobras RI · Petrobras RI | 01/04/2026
O Preço de Liquidação das Diferenças permaneceu elevado nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul em 06/Abr, segundo painel da CCEE. Na hora vigente entre 17h e 17h59, o PLD horário foi de R$ 307,65/MWh no SE/CO e de R$ 307,66/MWh no Sul.
No mesmo recorte, a CCEE informou que Nordeste e Norte registraram PLD horário de R$ 167,92/MWh. As médias diárias do dia 06/04/2026 ficaram em R$ 191,83/MWh no SE/CO, R$ 261,02/MWh no Sul e R$ 81,91/MWh tanto no Nordeste quanto no Norte. O calendário operacional da CCEE para 06/Abr também registrou divulgação de dados prévios de medição acumulados semanalmente de abril e o encerramento do período semanal de envio de informações para o Monitoramento Prudencial, conforme a REN 1.072/23. Esses itens ajudam a moldar liquidez, garantias e gestão de exposição no curto prazo. No segmento de comercialização, a CCEE reiterou que a simulação do Mecanismo de Venda de Excedentes de abril começa em 07/04/2026 e a rodada oficial ocorrerá em 15/04/2026. Para participar como comprador, agentes precisam aportar garantia financeira até 08/04/2026, com fator de conversão de referência de R$ 0,69/MWh.
| # | Matéria | Fonte(s) | Data |
|---|---|---|---|
| 1 | Petróleo, Ormuz e OPEC+ | Reuters | 05-06 Abr 2026 |
| 2 | Liquidação de Tupi | Petrobras RI | 02 Abr 2026 |
| 3 | QAV e subvenção ao diesel | Petrobras RI | 13 Mar-01 Abr 2026 |
| 4 | Risco de LNG em Ormuz | Reuters | 06 Abr 2026 |
| 5 | Biometano no Sul | ABEGAS | 04-06 Mar 2026 |
| 6 | Minério de ferro e demanda chinesa | Reuters | 03 Abr 2026 |
| 7 | Minerais críticos Brasil-EUA | Reuters | 18 Mar 2026 |
| 8 | Fiscalização mineral e ANM | Secom · ANM | 04-06 Fev 2026 |
| 9 | PLD e MVE da CCEE | CCEE | 01-06 Abr 2026 |
| 10 | Solar distribuída e off-grid | ABSOLAR | 12-31 Mar 2026 |
| 11 | Agenda de baterias | ABSOLAR | 17 Mar-06 Abr 2026 |
Esta seção contém opinião editorial e não constitui recomendação de investimento.