📅 26/Ago/2026
O leilão de gás natural da União deveria ser mais aberto à participação dos players do mercado, na avaliação do CEO da Edge, Demétrio Magalhães. Em entrevista ao podcast Gas Week, o executivo questionou a opção do governo de destinar o gás da União a segmentos específicos. “Então quando a gente fala de leilão do PPSA, nossa visão é que todos os players deveriam estar aptos para participar”, comentou Magalhães, em entrevista gravada na semana passada. “A comercializadora, por definição, tem esse papel de fomentar competitividade no mercado livre. Então a gente ter blocos sem a participação de todos os agentes… acho que o mercado perde com isso”, completou. A Edge é comercializadora de gás da Compass, do grupo Cosan. A companhia é líder no mercado livre, em número de clientes. O governo publicou na terça-feira (25/8) a Resolução 15/2026 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que estrutura os leilões de gás natural da União e que reafirma a indústria de base como destino prioritário das licitações da PPSA. A resolução permite que apenas o excedente não contratado pela indústria de base nos leilões possa ser vendido a preços de mercado aos demais consumidores livres, comercializadores, transportadores e distribuidoras. A entrevista com Demétrio Magalhães passa ainda pelos próximos passos da Edge pós-IPO da Compass; as tendências para o mercado livre; o negócio de gás off-grid e a agenda regulatória da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Questionado se a Edge tem interesse em participar dos futuros leilões de gas release, Demétrio Magalhães afirmou que “certamente é parte da estratégia participar de todas as originações de gás natural que o mercado possa ofertar”. Ele pregou, no entanto, cautela com a calibragem do programa de desconcentração do mercado de gás no Brasil. Pelos termos propostos pela ANP, o gas release preservará a produção própria da Petrobras, mas pode ceder a concorrentes volumes do gás importado via Gasbol e comprado de terceiros pela estatal. “Que os contratos sejam cumpridos, que as leis sejam respeitadas (…) A gente não pode ter grandes cavalos de pau onde contratos não são respeitados, porque isso coloca em risco também novos investimentos para o setor”, comentou. Entre outros pontos da entrevista, Magalhães vê como positivo o avanço mais recente da agenda regulatória da ANP para a redução dos custos do acesso às infraestruturas de gás no país. Ele cita que as discussões em torno do acesso ao escoamento e processamento são “por definição, positivas”, mas pregou cautela no debate: “A gente não acredita também em você forçar a mão para trazer competitividade, não respeitando contratos, trazendo insegurança regulatória.”
Fonte: Eixos | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse, na quarta-feira (26/8), que houve uma arrecadação atípica com o Imposto de Exportação de petróleo de R$ 7,982 bilhões no ano até julho. Só no último mês, foram R$ 3,161 bilhões. “A questão da incidência transitória do imposto de exportação sobre o óleo, estamos computando aí o valor de R$ 7,98 bilhões de reais, como valores atípicos”, afirmou. Além disso, o órgão também registrou a arrecadação atípica de R$ 11 bilhões com o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Segundo o coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, essa rubrica pode ser imputada à alta do petróleo no mercado internacional. A projeção é que cerca de metade dessa receita atípica seja disso. Dessa forma, com os dados disponibilizados, é possível chegar a um cálculo de receita extraordinária de petróleo na casa dos R$ 13,4 bilhões até julho só nas receitas administradas. Royalties, participações e outras fontes de receitas afetadas pela alta internacional do petróleo entram nas receitas não administradas. Estas já somam R$ 85,312 bilhões no ano até julho, alta de 7,33% em relação ao ano passado já descontada a inflação
Fonte: Eixos | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
O plano de recuperação extrajudicial da Braskem formaliza a Petrobras como garantidora de última instância da reestruturação de US$ 10,9 bilhões. Protocolado na segunda (24/8) na Justiça de São Paulo, o plano cobre R$ 56,5 bilhões em dívidas da petroquímica e coloca ao lado da estatal a gestora IG4, sócia via Shine I Fundo de Investimento em Participações. Pelo plano, a Braskem pretende obter “um compromisso das acionistas principais [Petrobras e IG4] ou de terceiros (…) de aportar ou garantir capital (equity capital) às devedoras ao final do período de relief”, de forma a assegurar que a companhia atenda a “determinados indicadores financeiros a serem acordados”. O aporte, portanto, não é automático: funciona como rede de proteção, acionada apenas se a Braskem não atingir por conta própria os indicadores. Os acionistas estão blindados de compromissos involuntários, e os montantes, a estrutura e o cronograma dos compromissos ainda serão fechados na negociação dos próximos 90 dias. Crédito de R$ 2,35 bi para assegurar matéria-prima Em fato relevante divulgado em paralelo ao protocolo, a Braskem tornou públicos os principais termos de um aumento do limite de crédito comercial junto à Petrobras, para R$ 2,35 bilhões, destinado à aquisição de matérias-primas. Além de sócia, a estatal é a principal fornecedora de nafta da petroquímica, dentre outros insumos. A vigência do acordo é 31 de dezembro de 2026. Como contrapartida, a Braskem oferece três tipos de garantia: recebíveis de determinados clientes, no montante mínimo de R$ 1 bilhão por mês; a conta vinculada em que esses recebíveis serão depositados, com retenção de caixa de R$ 300 milhões; e os créditos de uma ação judicial em que obteve decisão definitiva favorável sobre a Cide Combustíveis, avaliados em cerca de R$ 2,7 bilhões – garantia que a estatal só executa em caso de inadimplemento. O crédito da Cide nasceu de decisão que reconheceu à Braskem o direito de deduzir a Cide paga sobre gasolina (subproduto nobre do processamento de nafta) do PIS/Cofins devidos na venda do combustível, recuperando valores recolhidos desde 2004. Reconhecido em dezembro de 2025, o crédito realiza-se por compensação: em vez de receber dinheiro de volta, a Braskem paga menos tributo federal daqui para frente. Janela para ampliar participação? Com dinheiro em caixa, a Petrobras é, naturalmente, um alvo de credores em busca de aportes para colocar a petroquímica de volta nos trilhos. O plano, contudo, não contém mecanismo expresso de conversão de dívida em ações para os atuais sócios — Petrobras e IG4 não detêm créditos sujeitos à recuperação. A capitalização de dívida prevista alcança apenas parte dos créditos de bancos e bondholders e, se concretizada, dilui os acionistas atuais, não os amplia. O caminho pelo qual a Petrobras poderia aumentar sua participação é o aporte de capital: dinheiro novo em troca de ações novas. Nada está dimensionado e o plano remete ao acordo final “os montantes, a estrutura e o cronograma dos compromissos de aporte de capital próprio dos acionistas principais e os parâmetros de conversão (se houver) de dívida em capital”. A fatia da Petrobras pode crescer, encolher ou ficar intacta ao fim do processo; e a petroleira retém poder de veto sobre os três cenários. Peso da Petrobras na petroquímica A Petrobras detém 36,15% do capital total da Braskem e 47,03% das ações com direito a voto — participação que caracteriza a petroquímica como coligada.
Fonte: Eixos | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
A BP contratou a Halliburton para a primeira campanha de avaliação do campo de Bumerangue, na Bacia de Santos. O contrato integrado inclui um conjunto abrangente de serviços para acelerar a campanha de avaliação da descoberta. O escopo contempla um pacote integrado de serviços de perfuração destinado a otimizar a avaliação do reservatório e aumentar a eficiência operacional. A Halliburton pretende reduzir a complexidade operacional por meio da consolidação de múltiplos serviços. As soluções de automação e operações remotas LOGIX também serão utilizadas para aumentar a eficiência e a consistência da execução das atividades. “Este contrato reflete a capacidade da Halliburton de executar projetos complexos em águas profundas por meio da combinação de soluções digitais, prestação integrada de serviços e conhecimento local”, disse o vice-presidente sênior da Halliburton para a América Latina, Francisco Tarazona. A colaboração também prevê o uso de soluções digitais e construção automatizada de poços para aprimorar a produção de petróleo e gás. A integração de serviços e softwares permitirá criar um fluxo conectado desde o planejamento do poço até sua execução e avaliação. Dados, inteligência artificial e tecnologias avançadas de perfuração fornecerão informações em tempo real para apoiar a tomada de decisões ao longo do desenvolvimento do ativo em águas profundas.
Fonte: Petronotícias | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
A proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para dividir entre os geradores o custo das baterias contratadas nos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) prevê que o encargo seja repassado aos compradores em determinados contratos do mercado regulado. No mercado livre, contudo, a cobrança nova, se concretizada, deve provocar pedidos de reequilíbrio nos contratos e pode levar a arbitragens e ações judiciais, segundo o sócio da área de Energia do Lefosse Bruno Crispim. A avaliação foi apresentada na quarta-feira, 26 de agosto, durante o Energy Day, promovido pelo escritório. A discussão ocorre depois que a área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) propôs uma metodologia para a cobrança do encargo dos geradores que não isenta nenhuma fonte, mas reduz a cobrança conforme a flexibilidade da geração. Para determinados contratos regulados, cláusulas de recomposição podem permitir a transferência do custo aos compradores, mas ainda não há uma solução equivalente para os PPAs livres. “A ANEEL divulgou uma nota técnica ontem (25/8), falando sobre a alocação de como esses encargos do leilão de armazenamento vão se dar, e ela já indica que os contratos regulados vão ter um pedido de reequilíbrio. Se vale para os contratos regulados, também certamente vai valer para os contratos livres”, disse Crispim. A proposta da área técnica destaca que diversos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) e Contratos de Energia de Reserva (CERs) possuem cláusulas de recomposição pela criação de novos encargos setoriais. Nesses casos, o valor pago pelo vendedor seria alocado aos compradores proporcionalmente aos montantes contratados. No mercado livre, não há previsão de uma rotina padrão de repasse conduzida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), já que cada contrato tem suas regras. A eventual recomposição dependerá das cláusulas de cada PPA e da divisão de riscos acordada entre as partes. Durante painel sobre judicialização do setor, Crispim afirmou que a obrigação estabelecida pela Lei 15.269/2025, que atribuiu o custo das baterias exclusivamente aos geradores, poderá provocar questionamentos contra o próprio dispositivo legal. Repasse nos contratos regulados A lei determinou que os geradores respondem formalmente pelo encargo, mas a área técnica da ANEEL considera que isso não impede a aplicação de cláusulas de reequilíbrio previstas em contratos celebrados antes da criação da cobrança. No início da semana, a Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica (SGM) da ANEEL divulgou uma nota técnica e o relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre o tema, em que avaliou o rateio pelos geradores. Segundo a análise, diversos CCEARs e CERs permitem a revisão da receita ou do preço contratual quando novos tributos, encargos setoriais ou outras obrigações legais alteram as condições econômicas originalmente pactuadas. A proposta é que a recomposição seja operacionalizada pela CCEE, sem a celebração de aditivos individuais. A Câmara deverá identificar os contratos abrangidos, apurar o lastro dos vendedores e calcular a proporção da energia comercializada com cada comprador regulado. O valor suportado pelo gerador seria dividido entre suas contrapartes compradoras conforme os montantes contratados. A AIR apresenta a fórmula e atribui à CCEE o levantamento dos contratos e a apuração dos valores.
Fonte: Megawhat | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
A viabilidade de novos projetos de geração solar deve seguir pressionada em 2026 e 2027 por juros elevados, custos de capital pressionados, curtailment e aumento do capex. Por outro lado, o cenário deve favorecer uma onda de fusões e aquisições (M&As) de ativos maduros, avalia Anderson Penha, diretor de Engenharia e Construção da Newave, que vê oportunidades na compra de usinas de investidores alavancados e na consolidação de portfólios. Durante painel no InterSolar South América, Penha indicou que esse ambiente tem levado os investidores a serem mais seletivos na análise de novos projetos, com maior atenção à previsibilidade das receitas e à exposição aos riscos do setor. Além do curtailment, entram nessa conta fatores como liquidez, modulação horária, risco de crédito das comercializadoras e custos dos equipamentos. Nesse contexto, 2026 e 2027 devem ser anos mais voltados à consolidação e à aquisição de ativos existentes, enquanto 2028 pode marcar uma mudança no ciclo de investimentos, condicionada ao crescimento da demanda, à evolução regulatória e à expansão dos sistemas de armazenamento. A Newave, por exemplo, busca diversificar seu portfólio e controlar a exposição aos riscos. O Complexo Solar Arinos, de 432 MWp, possui garantia física de 117 MW médios e recebeu investimento total de R$ 1,4 bilhão. Cerca de 77% da energia do empreendimento está contratada em PPAs de longo prazo. Já o Complexo Solar Barro Alto, com 452 MWp, tem 72% da energia contratada em PPAs de longo prazo. A parcela descontratada fica exposta à comercialização no mercado spot, o que permite capturar preços, mas também aumenta a exposição às condições de mercado. Para o executivo, a estratégia de manter parte da energia descontratada está relacionada à diversificação, mas exige atenção aos riscos de mercado e de crédito. A redução da geração provocada pelo curtailment, por exemplo, pode fazer com que o gerador deixe de vender uma parcela da energia que inicialmente esperava comercializar. Armazenamento pode destravar a expansão solar Apesar dos desafios, Penha vê no armazenamento de energia uma das principais oportunidades para o setor solar nos próximos anos. A tecnologia pode ajudar a reduzir os efeitos da sobreoferta de energia durante o dia e deslocar a geração para os períodos em que o sistema apresenta maior necessidade de potência. A avaliação considera o déficit de potência projetado para 2028. Segundo Penha, o sistema elétrico já tem identificado um déficit de aproximadamente 5,5 GW de potência, especialmente associado à necessidade de atendimento durante a rampa de carga no período noturno. Nesse cenário, os sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) poderiam armazenar parte da energia de renováveis produzida durante o dia e disponibilizá-la no início da rampa de demanda. Além de contribuir para o atendimento da potência, a solução permitiria reduzir a sobreoferta diurna e aumentar a capacidade de arbitragem dos geradores. Ciclo pode mudar a partir de 2028 Na avaliação da Newave, o cenário para novos investimentos pode começar a mudar a partir de 2028, com a entrada de novos ativos no sistema e, principalmente, com o crescimento da demanda por eletricidade. A expansão da carga é considerada fundamental para absorver parte da oferta de energia que hoje contribui para a pressão sobre os preços e para o aumento do curtailment. O avanço da demanda, combinado à entrada de armazenamento, pode contribuir para uma inversão do atual ciclo do mercado.
Fonte: Megawhat | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
Líderes de Itaminas, CSN Mineração, Vale Metais Básicos e Kinross debateram os desafios da mineração em painel na Exposibram, na terça (25/8). A mesa, moderada por Ismael Daoud, gerente de vendas para América Latina da Wood Mackenzie, reuniu Thiago Toscano, CEO da Itaminas; Carlos Mello, CEO da CSN Mineração; Antonio Pereira, diretor de operações do Salobo na Vale Metais Básicos; e Rodrigo Gomides, presidente da Kinross Brasil. Foi consenso entre as organizações o reconhecimento de que a longo prazo o País possui uma vantagem de posição geológica e apresenta diferenciais competitivos únicos e maiores que suas dificuldades, embora o prazo para colocar uma mina em operação seja longo e possa levar até 15 anos. “Estamos vivendo um momento de transformação, presente em nosso povo, e no mercado que visa descarbonizar a cadeia produtiva. Mesmo com desafios globais, o Brasil segue sim sendo competitivo. A gente se vê como protagonista desse processo e precisamos repactuar com a sociedade, principalmente, para atrair jovens. Portanto, decisões a serem tomadas precisam ser estratégicas em função do período entre exploração e extração”, disse Carlos Mello. Nesse sentido, o CEO da CSN Mineração também afirmou que a mineração em si exige muito capital, seja para adquirir novos equipamentos, novas frotas para se manter ou no investimento de novas tecnologias. E nesse ciclo, por vezes, acaba sendo mais barato o reprocessamento do minério estéril, visando a obtenção de um minério de ferro com alto teor. “Tecnologias para reaproveitamento mineral estão evoluindo para permitir produção mais eficiente com menos recursos”, acrescentou Mello. Toscano ressaltou que o custo é competitividade e, de modo geral, as empresas de mineração necessitam investir em reputação e imagem, caso queiram melhorar a comunicação e a popularização do setor mineral. Para ele, os investimentos realizados pela Itaminas com o objetivo de estabelecer maior conexão com a sociedade, a exemplo do site (mundosemmineracao.com.br/) que busca aproximar e mudar a percepção do público leigo sobre o setor extrativista mineral, potencializando o respeito, o diálogo entre comunidades e possibilitando o enfrentamento de desafios setoriais em conjunto. O CEO da Itaminas abordou a necessidade de uma gestão ambidestra pelas empresas que priorize e dê lucro – capaz de gerar caixa financeiro e, por conseguinte, retornos de investimento no balanço patrimonial e para os investidores. Rodrigo Gomides, da Kinross Brasil, por sua vez, apontou que a demanda por minério de ouro é constante mas muita reserva ainda não é explorada ou conhecida no Brasil. Segundo ele, o setor mineral tem se esforçado para reconquistar a confiança da sociedade e passado por transformações relacionadas à geração de maior confiabilidade e segurança nas relações entre organizações e pessoas. “O Brasil é um país consolidado frente a outros players globais. Temos que continuar melhorando. Nós temos uma capacidade de adaptabilidade para crescer e continuar evoluindo. A gente quer continuar conquistando confiança e influenciando essa indústria”, disse. Segundo os painelistas, o cobre apresenta alta demanda. No entanto, no quesito oferta, momentaneamente, se encontra aquém. Estima-se que a produção de cobre da Vale salte de 330 mil para mais de 700 mil toneladas anuais em 10 anos.
Fonte: Minera Brasil | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) vai levar aos candidatos à Presidência da República uma agenda com prioridades para transformar o potencial mineral brasileiro em capacidade efetiva de desenvolvimento econômico e tecnológico. As propostas foram apresentadas na quarta-feira (26) pelo diretor-presidente interino do Ibram, Pablo Cesário, durante a Exposibram, em Belo Horizonte. Ao apresentar os documentos que serão encaminhados aos candidatos, Cesário afirmou que o setor precisa assumir uma postura mais ativa no debate nacional. “Chegou a hora da gente, como setor, levantar a cabeça”, disse. A primeira frente apontada pelo executivo é ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro. Segundo Cesário, o país conhece apenas cerca de 28% do território em nível considerado adequado para identificar seu potencial mineral, enquanto países mineradores desenvolvidos alcançam patamares próximos de 95%. “Estou cansadíssimo dessa conversa e quero parar de falar de potencial e falar de potência”, afirmou. Cesário citou o aumento dos recursos destinados ao Serviço Geológico do Brasil e defendeu a manutenção dos investimentos por longo prazo. Outro eixo é a criação de condições para que empresas brasileiras tenham acesso a capital para pesquisa e desenvolvimento mineral. Cesário criticou a dependência de recursos estrangeiros e citou a concentração das empresas de mineração listadas em bolsas fora do país. Na avaliação dele, o Brasil deveria adotar mecanismos já utilizados por outros países, como o flow-through shares, para reduzir o risco da pesquisa mineral, transformando parte desses investimentos em incentivo ou crédito. “Às vezes, a gente não precisa de criatividade. Às vezes é copiar. Simples. Copiem e colem”, disse. O executivo também destacou a necessidade de ampliar a pesquisa tecnológica para que o país avance no processamento de minerais críticos e em cadeias de maior valor agregado. A agenda apresentada pelo Ibram também defende a efetivação de política para minerais estratégicos e maior segurança de suprimento. Cesário citou a dependência brasileira de importações de fertilizantes e a importância do cobre para a transição energética, além de alertar para riscos relacionados ao fornecimento de insumos como o enxofre. Segundo ele, decisões de política pública sobre reservas e comércio exterior produzem efeitos de longo prazo. “Em políticas públicas, tomar essas reservas leva a consequências”, afirmou. O executivo elogiou ainda a aprovação recente de medidas de incentivo às cadeias de minerais estratégicos e defendeu que o país use políticas industriais e de pesquisa para reduzir vulnerabilidades externas. Na área regulatória, Cesário pediu maior previsibilidade no licenciamento ambiental, sem redução do rigor dos processos, e criticou a possibilidade de projetos permanecerem por anos sem definição. “Nós somos a favor de um licenciamento ambiental, por mais rigoroso que seja. De novo, não tem negociação”, afirmou. Para ele, o desafio é estabelecer critérios claros, responsabilidades definidas e prazos que permitam o planejamento dos empreendimentos. O executivo também defendeu regras mais claras para a relação entre empresas e comunidades tradicionais, incluindo indígenas, quilombolas e ribeirinhos, e afirmou que experiências negativas do passado não podem se repetir.
Fonte: Minera Brasil | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
A Vale estuda reprocessar rejeito da produção de cobre da mina de Salobo, no Pará, para produzir minério de ferro magnetítico. A pesquisa integra o programa de circularidade da companhia voltado para aproveitamento de rejeito, afirmou na quarta-feira (26) o vice-presidente executivo técnico da mineradora, Rafael Bittar, após painel na Exposibram 2026, em Belo Horizonte (MG). “A gente tem um estudo bem avançado para ter minério de ferro magnetítico a partir do rejeito de cobre, e vem avançando em projeto de engenharia para fazer isso, mas ainda está no estágio inicial”, afirmou o executivo à imprensa. Bittar disse que ainda são “muito prematuros” os resultados do projeto. “A gente está cautelosamente otimista com os resultados que tem tido até o momento”, disse. Ele afirmou que já soube de pesquisas no Brasil para usar rejeito de cobre com o objetivo de produzir fertilizantes, produto que não está atualmente no portfólio da companhia. No evento, Bittar disse que a Vale tem buscado outros minerais no reprocessamento de rejeitos. “A gente tem estudado em centro de pesquisa, no Brasil e fora, buscando outros elementos, como terras raras e ouro”, informou.
Fonte: Agência iNFRA | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
A ATGás foi à Justiça para barrar o uso do método de capital recuperado (RCM) na revisão tarifária das transportadoras de gás. A Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto entrou com ação na 4ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal contra a possibilidade de aplicação do RCM, na sigla em inglês, para o cálculo da Base Regulatória de Ativos (BRA) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A BRA é um dos referenciais para o cálculo das tarifas de transporte, e a ANP trabalha neste momento na revisão tarifária para o ciclo 2026-2030. Quanto maior o BRA, maior será a remuneração a que as transportadoras têm direito. As transportadoras NTS e TAG são as mais sensíveis ao cálculo, pois têm grandes contratos legados vencidos no fim de 2025, sujeitos a nova avaliação de BRA. Segundo a ANP, o RCM é aplicável nos casos de ativos nos quais vigoraram tarifas negociadas entre partes – justamente o caso dos contratos legados. A metodologia desconta o retorno já recebido pelo transportador. “O método permite identificar, de forma transparente, quanto do investimento inicial já foi efetivamente devolvido ao investidor e qual parcela permanece pendente de recuperação”, diz nota técnica da agência. Na prática, a aplicação do RCM reduz em bilhões de reais a BRA das transportadoras, na comparação com outras metodologias (veja abaixo). O pleito da ATGás perante a Justiça é pela retirada do RCM do rol de metodologias para o cálculo da Base Regulatória de Ativos (BRA), conforme consta atualmente na Resolução ANP nº 991/2026. Em nota, a ATGás argumenta que o RCM é “desconhecido e sem precedentes na regulamentação sobre a valoração da base regulatória de ativos de transporte de gás natural”. Para a entidade, o RCM é ilegal e inadequado, e não havia previsibilidade de sua aplicação, o que provoca insegurança jurídica no setor. Os argumentos já haviam sido apresentados à ANP, que afirma ter aberto a agentes a possibilidade de indicação de “outros” métodos de avaliação da BRA, durante consulta pública sobre cálculo de tarifas de transporte. Nessa ocasião, a agência indica ter recebido manifestações de agentes preocupados em remunerar mais de uma vez as transportadoras pelos mesmos ativos. Assim, segundo ofício da ANP à ATGás, a Commit, o Conselho de Usuários (CdU), o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a Yara e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) são alguns dos agentes que teriam expressado sua preocupação a respeito de nova remuneração sobre capital já recuperado por meio das tarifas. Diferenças bilionárias A aplicação do RCM reduz em bilhões de reais as BRAs das transportadoras, que já calculavam BRAs maiores do que aquelas indicadas pela ANP antes mesmo da aplicação do RCM. No caso da NTS, a transportadora avaliava a BRA em R$ 5,3 bilhões, e o cálculo da ANP sem RCM indicava uma BRA de R$ 3,6 bilhões.
Fonte: Megawhat | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
O campo de Búzios superou pela primeira vez a média mensal de 10 milhões de m³/d de gás natural exportado, informou a Petrobras. Em julho, o volume no campo do pré-sal da Bacia de Santos chegou a 10,8 milhões de m³/d, ante o recorde anterior de 9,1 milhões de m³/d, registrado em março deste ano. O campo também alcançou um novo recorde diário em 6 de agosto, quando exportou 14,1 milhões de m³ de gás, superando a máxima anterior de 13,9 milhões de m³/d, registrada em julho. Em comparação, a média diária de exportação era de 4,7 milhões de m³/d em julho de 2024. Segundo a estatal, o avanço ocorreu sem a entrada de novos sistemas de produção e está relacionado à otimização das unidades existentes, além da entrada em operação da Rota 3. Entre as iniciativas está a modernização das plantas de tratamento de gás das plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, iniciada em 2025 e atualmente em fase final de implantação. Com a substituição das membranas utilizadas na remoção de CO₂, a capacidade de exportação dessas quatro plataformas passou de aproximadamente 1,5 milhão para 3 milhões de m³/d por unidade. O FPSO Almirante Barroso também contribuiu para o aumento registrado no campo. A Petrobras prevê ampliar a capacidade de exportação de Búzios nos próximos anos, com os sistemas das plataformas P-78 e P-79 entrando em operação até 2027. Das 12 plataformas previstas para o campo ao fim de seu desenvolvimento, oito deverão ter capacidade para exportar gás. Entre elas está a unidade Búzios 12, prevista para 2032, com capacidade estimada em 5,5 milhões de m³/d.
Fonte: Agência iNFRA | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
O plenário do TCU abriu prazo de 15 dias para a Autoridade Portuária de Santos responder por irregularidades na licitação do canal do porto. A diligência, aprovada na quarta-feira (26), trata da contratação das obras de aprofundamento do canal de acesso do Porto de Santos; a Jan De Nul, empresa declarada vencedora do certame, terá o mesmo prazo para manifestação. No processo pelo qual a diligência foi aprovada, o relator, ministro Bruno Dantas, já consignou seu entendimento pela anulação do certame. Segundo Dantas, a licitação — que já está suspensa — tem um vício grave em sua origem, causado por uma indevida superposição entre regimes de contratação, o que geraria um problema na base de remuneração. “Quem elabora o projeto influencia os quantitativos pelos quais será pago, potencializando jogo de planilha — risco agravado pela distribuição heterogênea dos descontos da Jan de Nul”, explicou o relator. Por sugestão do ministro Benjamin Zymler, acolhida por Dantas, antes de avançar numa decisão pela anulação, o tribunal abriu prazo para que os envolvidos possam se manifestar. Os problemas no regime de contratação foram reconhecidos em parecer do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), que, contudo, propôs alternativas para a manutenção do certame. Dantas, por sua vez, entendeu que as falhas eram estruturais, com repercussão sobre as propostas. “Persistir na tentativa de prosseguir com tal procedimento significa prolongar indefinidamente a insegurança jurídica sobre a licitação de uma obra de mais de R$ 700 milhões”, afirmou.
Fonte: Agência iNFRA | 26/Ago/2026
📅 26/Ago/2026
A Solstad Offshore anunciou novo contrato com a Petrobras para o afretamento do navio de apoio à construção (CSV) Normand Valiant. A embarcação prestará serviços de acomodação para apoiar atividades offshore da petroleira. O acordo deverá começar no quarto trimestre de 2026, em continuidade direta ao contrato atualmente em vigor e após a renovação de classe da embarcação. O valor bruto do contrato é estimado em aproximadamente US$ 62 milhões. O CSV Normand Valiant é uma embarcação de construção de menor porte, equipada com um sistema de passarela walk-TO-work, que permite a transferência de pessoas entre o navio e outras instalações offshore. A embarcação tem capacidade para acomodar até 120 pessoas.
Fonte: Petronotícias | 26/Ago/2026
Esta seção contém opinião editorial e não constitui recomendação de investimento.
Toda matéria desta edição foi compilada a partir das fontes oficiais listadas abaixo. Clique para ler o original.
| # | Setor | Matéria | Fonte | Link |
|---|---|---|---|---|
| #01 | O&G | Mercado perde com leilão do gás da União para segmentos específicos, diz CEO da Edge | Eixos | 🔗 |
| #02 | O&G | Imposto de exportação do petróleo arrecadou R$ 7,982 bi até julho, diz Receita | Eixos | 🔗 |
| #03 | O&G | Plano da Braskem escala Petrobras como garantidora, com acordo bilionário para nafta | Eixos | 🔗 |
| #04 | O&G | BP contrata Halliburton para a primeira campanha de avaliação do campo de Bumerangue | Petronotícias | 🔗 |
| #05 | Energia | Encargo das baterias deve gerar pedidos de reequilíbrio no mercado livre | Megawhat | 🔗 |
| #06 | Energia | Geração solar deve ter onda de M&As até 2027 e novo ciclo em 2028 | Megawhat | 🔗 |
| #07 | Mineração | Produtoras de ferro, cobre e ouro debatem desafios da mineração em painel na Exposibram | Minera Brasil | 🔗 |
| #08 | Mineração | Ibram cobra política de Estado para a mineração | Minera Brasil | 🔗 |
| #09 | Mineração | Vale estuda extrair minério de ferro de rejeito de cobre de Salobo; ouro e terras raras na mira | Agência iNFRA | 🔗 |
| #10 | Gás | Disputa sobre tarifas de gasodutos vai à Justiça e envolve bilhões | Megawhat | 🔗 |
| #11 | Gás | Exportação de gás de Búzios bate recorde com média de 10,8 milhões de m³/d em julho | Agência iNFRA | 🔗 |
| #12 | Marítimo | TCU abre prazo para APS na licitação do canal de Santos; relator defende anulação | Agência iNFRA | 🔗 |
| #13 | Marítimo | Solstad fecha com a Petrobras afretamento do Normand Valiant por cerca de US$ 62 milhões | Petronotícias | 🔗 |