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The Sector

Oil, Gás, Mineração & Energia
Quinta-feira, 3 de setembro de 2026 Ed. #124 — Edição completa | Oil, Gás, Mineração & Energia
Hero da edição 2026-09-03

📊 Cotações — Referência 2026-09-03

Brent US$ 94,58 ▼ -1.1%
WTI US$ 90,17 ▼ -0.92%
PETR4 R$ 48,20 ▲ 2.84%
USD/BRL R$ 5,094 ▼ -1.14%
Ibovespa 185.205 pts ▲ 3.05%
VALE3 R$ 80,80 ▲ 3.19%
Minério Fe 62% US$ 97,72 ▼ -1.62%
Henry Hub US$ 3,01 ▲ 1.66%
Ouro US$ 4.470,50 ▲ 2.39%

📋 Resumo Executivo — 03/set/2026

📄 O&G · Matéria #01

BP e Shell fecham acordo por 50% do Bloco de Tupinambá, no Pré-sal

A BP e a Shell formaram acordo para a aquisição, pela Shell, de 50% do Bloco Tupinambá, no pré-sal da Bacia de Santos. Atualmente, a BP tem 100% de participação no ativo, e deverá manter a operação após a entrada da Shell como sócia. O negócio ainda depende da aprovação regulatória e foi protocolado junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) na segunda-feira, 31 de agosto. O órgão antitruste deu publicidade ao ato de concentração por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 2 de setembro. De acordo com os autos apresentados ao CADE, a Shell avalia que o negócio é uma oportunidade de ampliação de seu portfólio no país. Já para a BP, a transação representa o compartilhamento de investimentos, custos e riscos relacionados à atividade de exploração em Tupinambá. O ativo ainda está em fase exploratória e não teve declaração de comercialidade. Tupinambá foi arrematado pela BP com 100% de participação no final de 2023, durante o 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O bloco foi o único dos cinco ativos em oferta a receber proposta, e a BP foi a única interessada. A empresa ofereceu participação de 6,5% do excedente em óleo para a União – superior ao valor mínimo previsto em edital, que era de 4,88%. O bônus arrecadado foi de R$ 7 milhões. O valor da negociação entre Shell e BP não foi divulgado. Entretanto, de acordo com comunicado da BP, a venda da participação em Tupinambá à Shell faz parte de uma negociação que também envolve a aquisição, pela Shell, de 30% em cinco concessões que compõem o prospecto exploratório Conifer, na província Paleógena em águas profundas do Golfo do México, nos Estados Unidos. A BP também deterá a operação destes ativos, assim como os 70% restantes da operação. “As transações reforçam a abordagem disciplinada de alocação de capital da BP, apoiando sua estratégia de se tornar uma empresa mais simples, mais forte e mais valiosa”, diz a empresa em comunicado.

Fonte: Megawhat | 02/Set/2026

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📄 O&G · Matéria #02

Eneva e Diamante Energia trocam participação em ativos, movimentando até R$ 867 milhões

A Eneva celebrou com a Diamante Geração de Energia e suas afiliadas um acordo para a troca de participações em ativos de geração e infraestrutura de energia. De um lado, a Eneva transferirá 100% das ações da Itaqui Geração de Energia. Enquanto a Diamante repassará os 50% restantes da Porto do Pecém Transportadora de Minérios (PPTM), fazendo com que a Eneva passe a deter a totalidade do capital social da empresa. Além da transferência dos ativos, a Diamante pagará à Eneva R$ 400 milhões em dinheiro, com correção monetária até o fechamento da operação. O acordo prevê ainda um pagamento adicional de até R$ 467 milhões, condicionado à eventual antecipação do início do fornecimento de energia previsto no contrato do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026. A Itaqui tem como principal ativo a termelétrica Porto do Itaqui (foto principal), termelétrica a carvão de 360 MW, com contratos de comercialização de energia no ambiente regulado vigentes até 21 de dezembro de 2027. A usina também foi vencedora do LRCAP 2026, no produto 2031, com fornecimento de potência por dez anos a partir de 1º de agosto de 2031. Já a PPTM participará da implantação de um terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito no Complexo Industrial do Pecém, com capacidade de escoamento de até 14 milhões de m³/dia. Na mesma data, a Eneva foi informada pela Diamante de que a empresa não pretende exercer a opção de compra que permitia adquirir 30% do capital social total e votante das sociedades de propósito específico (SPEs) responsáveis pelos projetos de geração do Hub Ceará. Com isso, a opção foi cancelada sem exercício. A conclusão das operações ainda depende do cumprimento de condições precedentes previstas no contrato, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Fonte: Petronotícias | 02/Set/2026

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📄 O&G · Matéria #03

Petrobras não descarta perfurações simultâneas em bloco na Foz do Amazonas

A Petrobras não descarta a atividade de perfuração simultânea no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, informou a estatal em reunião realizada com o Ibama na segunda-feira (31). Segundo a companhia, não existe previsão deste tipo de operação para o bloco, embora a hipótese não seja descartada futuramente. Isso permitiria acelerar a campanha exploratória na região.

No momento, a Petrobras perfura o poço Morpho no FZA-M-59, cujos indícios de óleo foram anunciados ao mercado no dia 14 de agosto. A atividade é realizada por meio da sonda NS-42 – também conhecida como ODN-II, da Foresea.

A companhia tenta, junto ao Ibama, incluir o navio-sonda NS-43 (Amaralina Star, da Constellation) no novo texto da licença de operação que autorizou a perfuração do poço Morpho. O pedido, segundo a Petrobras, tem como objetivo maior flexibilidade operacional para o planejamento da campanha exploratória.

Além da inclusão da NS-43, a Petrobras também tenta o aval do Ibama para a perfuração de três poços contingentes no FZA-M-59. É possível que essa campanha exploratória seja realizada em conjunto com atividades na Bacia Potiguar, tendo em vista que as duas sondas estão autorizadas a operar na concessão BM-POT-17 (que abrange os blocos POT-M-853 e POT-M-855) e no bloco POT-M-762.

Para essas áreas, o Ibama já autorizou a perfuração marítima dos poços Mãe de Ouro e Itanhangá. Estima-se que Mãe de Ouro será perfurado ainda neste ano, após o término da perfuração do Morpho.

Na reunião, a Petrobras explica que ainda não possui um cronograma consolidado para as próximas etapas, uma vez que essas definições dependem da conclusão da atual campanha exploratória e de avaliações internas. O Ibama, por sua vez, afirma que está trabalhando “de forma intensiva” na análise do pedido de retificação da licença.

Fonte: Agência iNFRA | 02/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #04

ABSOLAR debate LRCAP 2026 em Audiência Pública da ANEEL

ABSOLAR debate LRCAP 2026 em Audiência Pública da ANEEL. O Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, participou de Audiência Pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na terça-feira, 1° de setembro, em Brasília/DF. A pauta debatida foi o Leilão de Reserva de Capacidade para Sistemas de Armazenamento (LRCAP SAE). Na ocasião, Sauaia defendeu a revisão das restrições propostas para projetos colocalizados e associados, permitindo que sistemas de armazenamento sejam combinados de forma mais ampla com diferentes fontes de geração, como solar fotovoltaica e eólica. A medida permitiria compartilhamento de infraestrutura, otimização de investimentos, redução de custos e maior competitividade dos projetos. Ele abordou o "fast track regulatório" e o risco de descasamento entre os prazos regulatórios e o cronograma de entrada em operação dos projetos, especialmente por se tratar do primeiro leilão desse tipo no Brasil. A ABSOLAR propõe a articulação entre ANEEL, ONS, EPE, CCEE e demais órgãos envolvidos para criar um processo regulatório acelerado, inclusive para questões de licenciamento ambiental, evitando atrasos na implantação. Sauaia destacou a preocupação dos empreendedores com os custos associados ao encargo, defendendo um debate mais aprofundado antes da definição de responsabilidades entre os agentes. A ABSOLAR considera que há tempo para buscar uma solução antes da entrada efetiva dos projetos em operação e reforçou sua posição pela revogação do dispositivo introduzido pela Lei nº 15.269/2025. Durante a audiência, a ABSOLAR recomendou que a ANEEL atualize os valores utilizados para calcular a garantia de fiel cumprimento, substituindo as referências do PDE 2030 por dados mais recentes do PDE 2035. A atualização reduziria o peso financeiro das garantias e evitaria desestimular a participação no leilão. Por fim, Rodrigo Sauaia, sobre o ressarcimento das perdas de geração, propôs permitir que o empreendedor realize contratação bilateral de energia para cobertura das perdas, em vez de ficar integralmente exposto às oscilações do PLD. A medida daria maior previsibilidade financeira, reduziria a exposição ao risco e poderia contribuir para propostas mais competitivas no leilão, com benefícios para a modicidade tarifária.

Fonte: ABSOLAR | 03/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #05

Eleições 2026 terão consumo de energia compensado por geração solar no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá 100% do consumo anual de eletricidade compensado por geração solar a partir da integração de uma nova usina fotovoltaica no Catetinho, no Distrito Federal, com a unidade já instalada na sede do tribunal. Com isso, as Eleições 2026 serão as primeiras realizadas com a compensação integral do consumo anual de energia elétrica do órgão por fonte solar. O TSE assinou na terça-feira, 1º de setembro, um acordo com a Neoenergia Brasília e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) para a compensação da energia produzida pela usina do Catetinho. Construída pelo Consórcio CEB Par-Terracap, a planta recebeu investimento de R$ 15,8 milhões e tem potência instalada de 4 MWp. A estrutura conta com 5.628 painéis solares e capacidade estimada de geração de 7,7 milhões de kWh por ano. A produção será complementar à da unidade fotovoltaica de aproximadamente 1 MW já existente na sede do TSE. Segundo o tribunal, as duas estruturas serão suficientes para compensar integralmente seu consumo anual de eletricidade. As obras da usina do Catetinho começaram em maio e estão 98% concluídas. A expectativa é de conclusão em breve. Segundo o TSE, além de ampliar o uso de fontes renováveis na administração pública, o projeto deverá contribuir para a redução dos gastos do tribunal com eletricidade. Geração solar compartilhada O Supremo Tribunal Federal (STF) também tem acordo acordo com a Terracap e a Neoenergia Brasília para a geração compartilhada de energia. A parceria da corte foi fechada em 2025, complementando projeto para que mais de 90% da energia consumida pelas unidades do supremo fossem provenientes de fontes renováveis.

Fonte: Megawhat | 02/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #06

Leilão de baterias: agentes pedem edital sem menção a custeio por geradores

Associações e empresas dos segmentos de armazenamento e geração de energia pedem que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) não faça nenhuma menção no edital do primeiro leilão de baterias fixando os geradores como responsáveis pelo custeio do encargo. O pleito é que o tratamento no texto seja mais amplo e genérico, diante da possibilidade de mudanças na lei até o certame, conforme articulam agentes no Congresso. Durante audiência pública sobre o leilão, realizada na terça-feira (1º) na ANEEL, diferentes agentes pediram que a reguladora não antecipe nenhum ponto sobre o rateio no edital. A minuta diz que os geradores deverão pagar, conforme regulação posterior. A ideia é que a menção seja menos explícita, como “nos termos da legislação vigente”. O presidente da Absae (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), Markus Vlasits, pediu na audiência que a definição do custeio seja realizada totalmente no processo à parte, afirmando que isso é uma implementação regulatória que pode ser feita até depois do leilão sem comprometer a contratação. Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), também defendeu o debate sobre o encargo apartado do edital. Ele reforçou que os geradores estão preocupados e que o ideal seria resolver o tema antes do leilão, mas que também haverá tempo hábil depois, até os empreendimentos entrarem em operação. Segurança Em entrevista a jornalistas, o diretor Gentil Nogueira afirmou que a intenção da agência é garantir a “máxima segurança possível” sobre a forma de rateio até a data de publicação do edital, prevista para o início de novembro, visando reduzir o risco para os proponentes. No entanto, ele não garantiu a conclusão do processo normativo até lá. A ideia, segundo Gentil, é levar para a diretoria a proposta de abertura da consulta pública até o fim deste mês. Já sobre o pleito de abordagem genérica do custeio do edital, ele explicou que essa é uma possibilidade a ser analisada na consulta e lembrou que instrumentos semelhantes já foram usados em ocasiões anteriores. Riscos Os agentes também pleitearam na audiência pública um ajuste na minuta do edital para que o eventual risco de inadimplência por parte dos pagadores do encargo não fique com o agente armazenador. Pelo texto, o proponente precisa precificar essa potencial inadimplência nos lances, assumindo por sua conta e risco eventuais não recolhimentos. O pleito das associações é que isso seja atribuído como um risco institucional. Marcello Cabral, diretor de Novos Negócios da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), afirmou que o risco de inadimplência estar alocado no vendedor aumentaria os custos. “Isso aumenta significativamente o risco do certame, ao ponto de poder inviabilizá-lo”, afirmou.

Fonte: Agência iNFRA | 01/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #07

ANEEL libera Termo Norte II de penalidade por falta de combustível

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) entendeu, por unanimidade, que a termelétrica Termo Norte II não deve ser penalizada pela indisponibilidade por falta de combustível no período entre agosto de 2018 e janeiro de 2024. O processo teve relatoria da diretora Agnes da Costa. A planta está localizada em Porto Velho, no estado de Rondônia, e tem atualmente 349 MW de potência instalada. A usina tinha um contrato de suprimento de energia elétrica celebrado no ano 2000 com a Eletronorte (atual Axia Energia), que era também a responsável pelo fornecimento de combustível à Termo Norte II, sem ônus para a térmica. Em seu voto, a diretora Agnes da Costa registra que este tipo de arranjo era praticado em contratos com produtores independentes de energia (PIEs) dos Sistemas Isolados, que era o caso quando o contrato foi assinado entre as partes. A decisão pela não aplicação da penalidade segue entendimento das áreas técnicas da Aneel, com base na resolução normativa nº 190/2005, que estabelecia a penalidade por falta de combustível a usinas térmicas movidas a combustível fóssil com despacho centralizado, mas deixava como exceção os contratos já celebrados e ainda vigentes – que era o caso do acordo entre Termo Norte II e Eletronorte. Apesar de entender que não há penalidade pela falta de combustível, o voto da diretora registra que a cópia do contrato de suprimento de combustível deveria ter sido enviada à Aneel para registro, o que não ocorreu, “a despeito de a quem deve recair tal obrigação”. Por isso, a diretora determina que a Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica (SFT) inclua no seu planejamento de atividades a fiscalização de eventual descumprimento da regulação sobre o envio de documentação à agência. A posição foi seguida pela maioria da diretoria, mas o diretor-geral, Sandoval Feitosa, divergiu por entender que não cabe determinação expressa à SFT sobre o tema. Entretanto, como a posição de Feitosa foi minoritária, o entendimento da diretora-relatora prevaleceu na decisão. Axia também consegue ressarcimento para UTE Araguaia Também no circuito deliberativo desta terça-feira, 1º de setembro, a diretoria colegiada da Aneel decidiu, por unanimidade, ressarcir parcialmente os custos pleiteados pela Eletronorte (atual Axia Energia) em função da operação da UTE Araguaia entre 2016 e 2018 e que não foram não contemplados em processo de liquidação e contabilização financeira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) após a descontratação total da usina em meados de agosto de 2018. A usina já tinha aprovados ressarcimentos na ordem de R$ 13,2 milhões e pleiteava reembolsos adicionais de R$ 29,5 milhões. Do montante adicional solicitado, a Aneel anuiu com um reajuste de R$ 1,2 milhão, assim, o ressarcimento passou a R$ 14,4 milhões. O valor será pago pela CCEE por meio do Encargo de Serviços do Sistema (ESS), com rateio entre os agentes pagadores idêntico ao do ESS por restrição de operação, a ser alocado no Sudeste/Centro-Oeste. Os valores serão corrigidos pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com as datas base, até o mês anterior ao do ressarcimento. O reembolso aprovado pela Aneel abrange custos de agosto de 2018 não contemplados nos ressarcimentos mensais da usina, incluindo PIS/Cofins, e diferentes custos para desmobilização da planta e prazos contratuais junto a fornecedores. A UTE Araguaia tinha potência instalada de 23 MW e foi autorizada pela Aneel em 2016, após o Ministério de Minas e Energia (MME) ter reconhecido, no ano anterior, a necessidade de geração térmica emergencial para suprimento de algumas regiões do baixo Araguaia, em Mato Grosso. O MME autorizou a descontratação após recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que não viu mais necessidade da geração térmica emergencial em função de uma nova linha de transmissão que passou a operar na região (linha 230 kV Paranatinga – Canarana e a SE Canarana 230/138 kV). A Axia Norte argumenta que teve outros custos para desmobilização da usina que não foram reconhecidos pela Aneel, além de solicitar reembolsos pela Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE) dos anos de 2017 e 2018 e pelos custos em função de ação civil pública que determinou que a usina permanecesse apta a operação mesmo após a determinação de descontratação pelo MME. Estes valores não foram reconhecidos pela agência, em função de decisões anteriores relativas à própria UTE Araguaia ou casos semelhantes. A Aneel também entendeu que a usina deveria ter tomado providências para revogação da outorga de autorização após a descontratação total.

Fonte: Megawhat | 02/Set/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #08

Após 24 anos, CSN (CSNA3) terá novo CEO com saída de Steinbruch; veja quem entra

Após 24 anos, CSN (CSNA3) terá novo CEO com saída de Steinbruch; veja quem entra. A CSN (CSNA3) terá uma troca de guarda em seu principal cargo após 24 anos, com a saída de Benjamin Steinbruch da cadeira de CEO, mostra documento enviado ao mercado na quarta-feira (2). Em seu lugar, foi eleito um nome conhecido do setor de mineração: Fabio Schvartsman. Ele ocupou a presidência da Vale (VALE3) entre 2017 e 2019. Deixou o cargo naquele ano, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Schvartsman também é engenheiro de produção pela Poli-USP e ex-presidente da Klabin (KLBN11). Tem mais de quatro décadas de experiência em grandes empresas brasileiras, com passagens também por Duratex, Grupo Ultra, Telemar e San Antonio Internacional. Já Steinbruch não sairá totalmente do dia a dia da empresa que comandou por décadas. Ele foi eleito presidente do conselho de administração da companhia. O executivo assumiu o comando da empresa ainda na esteira das privatizações da década de 1990 e moldou seu crescimento nos setores de siderurgia, mineração e infraestrutura. Mudanças na CSN A troca não aconteceu por acaso. Ocorre em um momento de mudanças na CSN, que busca diminuir suas dívidas. Em entrevista ao NeoFeed, Steinbruch disse que Fabio “vem com a missão de desalavancar a CSN, dentro do que for possível”. “Para que a gente consiga ter uma redução da dívida de forma significativa, para continuar nosso trabalho, e não pagando essa carga de juros absurda e desnecessária”, afirmou. Atualmente, a empresa negocia a venda de uma fatia da CSN Cimentos. Segundo reportou a Coluna do Broadcast, Steinbruch escolherá nesta semana para quem dará exclusividade na compra do braço de cimentos da companhia. A disputa envolve a chinesa Huaxin e o Grupo Votorantim, em conjunto com a italiana Cimentir. Steinbruch mirava até R$ 15 bilhões com a operação de venda, mas o negócio é avaliado em cerca de R$ 12 bilhões. A companhia encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com uma dívida líquida próxima de R$ 40,5 bilhões, e uma operação na faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões teria dimensão relevante frente a esse passivo. A ideia da gestão é continuar vendendo ativos para diminuir essa dívida. “Depois do cimento, vamos trabalhar em participações minoritárias na infraestrutura e energia, venda de unidades independentes no exterior, e depois trazer parceiro para siderurgia para avançar em inovação e tecnologia”, afirmou ao NeoFeed.

Fonte: Money Times | 02/Set/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #09

H&P leva à Exposibram 2026 experiência de quatro décadas em gestão socioambiental e desenvolvimento de territórios

Os desafios para o desenvolvimento de novos projetos minerais no Brasil já não estão concentrados apenas no licenciamento, na regulação ou nos entraves burocráticos. A relação dos empreendimentos com as comunidades, os territórios e a percepção da sociedade sobre a mineração passaram a ocupar posição central na capacidade das empresas de desenvolver projetos e manter suas operações com estabilidade. A avaliação é de Guilherme Rodrigues, diretor Técnico da H&P, consultoria socioambiental que participou da Exposibram 2026, em Belo Horizonte, maior evento de mineração da América Latina. O Minera Brasil visitou o estande da H&P durante o evento e conversou com executivos da consultoria e representantes de empresas mineradoras atendidas pela companhia sobre o peso crescente da dimensão social na estratégia dos empreendimentos minerais. “Os grandes gargalos do setor mineral hoje no Brasil deixaram de ser só regulatórios ou burocráticos e passaram a ser também socioterritoriais”, afirmou Rodrigues. Segundo o executivo, a interação dos empreendimentos com seu entorno social, as comunidades tradicionais e a própria percepção pública em relação aos projetos podem produzir efeitos diretos tanto na implantação quanto na continuidade das operações. É nesse cenário que um conceito já conhecido da indústria mineral ganha uma dimensão cada vez mais estratégica: a licença social para operar. “A licença social para operar, tão falada e tão debatida no setor mineral, deixou de ser trivial. Ela é central para a normalização e a estabilidade das atividades mineradoras de um empreendimento”, disse Rodrigues. Sustentabilidade conectada à eficiência do negócio A Exposibram 2026 marcou o terceiro ano consecutivo de participação da H&P com estande no evento. Para Guilherme Silveira, diretor de Metodologia e Produtos da H&P, a presença contínua na feira reflete a aposta da consultoria no potencial de contribuição da gestão socioambiental para o desenvolvimento do setor mineral. “Acreditamos muito no que a H&P pode contribuir com soluções para o setor da mineração numa perspectiva mais sustentável, olhando para o futuro e com muito diálogo com o território”, afirmou. Silveira chama atenção para uma mudança importante nessa agenda: sustentabilidade e relacionamento territorial não devem ser tratados como elementos isolados da estratégia empresarial, mas associados ao próprio desempenho dos projetos. Segundo ele, trata-se de construir “uma lógica de sustentabilidade e desempenho que se conecta com a operação e com a eficiência dos negócios”. Estande da H&P na Exposibram recebeu visitantes que tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho da empresa no setor de mineração. A abordagem ganha relevância diante da expansão da mineração associada à transição energética e à crescente demanda por minerais críticos. Novos projetos precisam avançar simultaneamente nas dimensões técnica, ambiental, regulatória e social, especialmente em regiões onde a mineração passa a dividir o território com comunidades tradicionais e outras atividades econômicas. Quatro décadas de atuação A H&P acumula mais de 40 anos de atuação em consultoria socioambiental, apoiando empresas e organizações no desenvolvimento de negócios e territórios e na construção de estratégias voltadas à geração de legado positivo.

Fonte: Minera Brasil | 02/Set/2026

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🔥 Gás · Matéria #10

Abegás pede uso de gás em data centers e defende gas release para ampliar competitividade

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) defende que grandes data centers e outras infraestruturas digitais possam utilizar gás natural como fonte de energia. A proposta está entre as medidas apresentadas pela entidade para os candidatos às eleições de 2026 e tem como objetivo garantir a segurança energética necessária a empreendimentos com elevada demanda por energia firme e elevar a atratividade do Brasil para investimentos em infraestrutura digital. A proposta consta do documento “Presidenciáveis 2026 | Gás Natural”, elaborado pela Abegás como contribuição ao debate sobre a estratégia energética do país. O documento apresenta sete objetivos para o setor: ampliar a oferta nacional de gás para aumentar a competitividade; reforçar a segurança jurídica e regulatória para potencializar investimentos; criar mecanismos de gestão e transparência para impulsionar o mercado livre; fortalecer o papel do gás natural na segurança energética; incorporar a “adição energética” como estratégia para a sustentabilidade; estimular a integração do gás natural e do biometano como via para a descarbonização; e reconhecer o papel da indústria de gás natural para o desenvolvimento social e econômico. Gás natural para data centers Na área de políticas públicas, a Abegás propõe garantir que infraestruturas digitais, como grandes data centers, possam utilizar gás natural como fonte de energia. Segundo a proposta, o gás natural deve viabilizar a segurança energética necessária para esses empreendimentos e elevar a atratividade para investimentos em infraestruturas digitais no país. A utilização de gás natural por data centers entrou no projeto de lei do Redata, aprovado nesta semana pelo Senado Federal, que cria incentivos fiscais para a instalação de data centers no Brasil e exige dos empreendimentos beneficiados a contratação de energia elétrica de fontes renováveis ou de baixa emissão. Com a aprovação, o texto seguirá para a sanção presidencial. No mesmo eixo, a associação defende a criação de uma política nacional de corredores sustentáveis, com a integração de postos de gás natural veicular (GNV) e biometano nas principais rotas de escoamento da safra brasileira. Também propõe incentivar a renovação das frotas de veículos de transporte de cargas e passageiros por meio da substituição de veículos a óleo diesel por outros movidos a gás natural e biometano. Gas release Entre as propostas regulatórias, a Abegás defende a aprovação do programa de desconcentração da oferta de gás natural, denominado gas release. Atualmente, o tema é debatido em consulta pública promovida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A proposta é estabelecer e regulamentar, sob coordenação da autarquia, a implementação de leilões compulsórios de volumes de gás do agente dominante. A entidade também propõe a fixação de metas efetivas e o estímulo à diversidade de agentes na oferta, para que o mercado tenha acesso a condições comerciais mais competitivas. A justificativa apresentada para o gas release é trazer liquidez e competitividade à oferta de gás natural no mercado. Aumento da oferta nacional A associação também propõe medidas para ampliar a oferta de gás natural no Brasil. Entre elas está a obrigatoriedade de construção de infraestrutura de escoamento para novas plataformas de exploração e produção de gás natural.

Fonte: Megawhat | 02/Set/2026

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🔥 Gás · Matéria #11

Senado aprova Redata com possibilidade de inclusão do gás natural

O Senado aprovou o Projeto de Lei 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A proposta segue para sanção presidencial. O relator, senador Cid Gomes (PSB-CE), acolheu quatro das 39 emendas apresentadas e alterou pontos do texto aprovado pela Câmara. Entre as mudanças está a substituição do critério de equipamentos “sem similar nacional” por produtos “sem produção nacional equivalente” para a concessão dos benefícios à importação. Cid recomendou a rejeição das emendas que, segundo ele, alteravam o mérito do texto, e das que introduziam temas estranhos, os famosos “jabutis”. O relatório também modificou a exigência relativa ao fornecimento de energia das estruturas, com a substituição do termo “limpa” por “de baixa emissão” na parte que exigia como contrapartida das empresas o uso de “energia limpa ou renovável”. A mudança, incorporada a partir de proposta do senador Laércio Oliveira (PP-SE), abre espaço para o uso de gás natural no atendimento energético dos data centers, desde que enquadrado no critério. O Redata prevê a suspensão de tributos federais, como Imposto de Importação, IPI e PIS/Cofins, sobre equipamentos e componentes utilizados na instalação ou ampliação de data centers. A estimativa de renúncia fiscal associada ao programa é de R$ 7,25 bilhões entre 2026 e 2028. Entre as contrapartidas previstas estão a destinação de pelo menos 10% da capacidade efetiva instalada ao mercado brasileiro e investimentos equivalentes a 2% do valor dos equipamentos beneficiados em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Aprovado em fevereiro pela Câmara, o PL 278/2026 foi aprovado em regime de urgência, sem passar pelas comissões. O relator fez mudanças apenas de redação para evitar que o projeto tivesse que voltar para à Casa. “A ponderação foi que nós não podíamos perder a janela deste período de esforço concentrado”, explicou Cid Gomes. A criação do Redata estava inicialmente prevista na MP 1.318/2025, que não foi votada pelo Congresso Nacional e acabou perdendo a validade. Para garantir a criação desses incentivos fiscais, o conteúdo foi apresentado como projeto de lei pelo ex-deputado José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara, atualmente licenciado e no comando da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Obrigações Podem participar do Redata os centros de processamento voltados à armazenagem, ao processamento e à gestão de dados e aplicações digitais, incluindo, entre outros: computação em nuvem; processamento de alto desempenho; treinamento; inferência (geração de respostas) por modelos de inteligência artificial. As empresas que quiserem participar do Redata devem assumir os seguintes compromissos, como contrapartidas: direcionar ao mercado interno pelo menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalado; atender a critérios de sustentabilidade, a serem definidos em regulamento; honrar toda a demanda contratual de energia elétrica, com contratos de suprimento ou com autoprodução a partir de fontes limpas ou renováveis; apresentar Índice de Eficiência Hídrica para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro de água/kWh, medido anualmente; fazer investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal.

Fonte: ABEGAS | 02/Set/2026

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🚢 Marítimo · Matéria #12

Combinação entre OceanPact e CBO recebe aprovação do CADE

‘OceanPact CBO’, nova denominação, contará com 73 embarcações, sendo 38 PSVs, 15 AHTS e 15 RSVs. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) concedeu, na última terça-feira (1º), a aprovação definitiva para a combinação de negócios entre a OceanPact e a CBO. O órgão antitruste entendeu que todas as condições precedentes foram cumpridas e fixou o fechamento da operação para o próximo dia 16 de setembro. Com a conclusão da operação, a unidade de Navegação passa a se chamar OceanPact CBO, e a companhia combinada passa a contar com 73 embarcações — 38 PSVs (transporte de suprimentos) e OSRVs (combate ao derramamento de óleo), 15 AHTS (manuseio de âncoras), 15 RSVs (embarcações equipadas com robôs) e duas outras unidades. “A união amplia nossa capacidade de atuação em operações submarinas, descomissionamento e projetos ambientais, reforçando a robustez para executar projetos maiores e mais complexos, sempre com a mesma prioridade: segurança e qualidade de entrega”, declarou a OceanPact CBO em nota. De acordo com o primeiro anúncio, no final de fevereiro, a companhia combinada terá receita anual de mais de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões. Em decorrência da incorporação da CBO pela OceanPact, serão emitidas 274.551.446 novas ações ordinárias de emissão da OceanPact, a serem entregues aos acionistas da CBO em substituição às ações ordinárias da CBO de sua titularidade, resultando na relação de substituição de 1,9805700858 ação ordinária da OceanPact para cada ação ordinária de emissão da CBO desconsiderando eventuais frações resultantes. A partir de 17 de setembro, as ações da OceanPact passarão a negociar ex-direito ao recebimento das ações preferenciais mandatoriamente resgatáveis da OceanPact Participações S.A. Já as novas ações de emissão da companhia a serem entregues aos acionistas da CBO a partir dessa operação passarão a ser negociadas na B3. "A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre quaisquer atualizações e desdobramentos relevantes a respeito do tema, na forma da lei e da regulamentação da CVM", informou a OceanPact em fato relevante da última terça-feira (1º).

Fonte: Portos e Navios | 02/Set/2026

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💡 Análise Estratégica

💬 OPINIÃO DA REDAÇÃO — Análise Estratégica

Esta seção contém opinião editorial e não constitui recomendação de investimento.

Movimento setorial: Concentração da semana em Energia (4), O&G (3), Mineração (2). O setor líder pode sinalizar onde flui capital privado e atenção regulatória nos próximos dias.
Macro brasileiro: Termos macro recorrentes nas matérias: investimento, leilão, juros, fiscal, concessão. Combinação sugere que decisões corporativas estão sendo lidas sob a ótica de risco-país e câmbio.
Sinal regulatório: Reguladores e atores institucionais citados: CADE (3), ANEEL (3), ANP (2), Congresso (2), Senado (2). Monitorar pauta oficial — decisões pendentes podem reprecificar projetos no curto prazo.

📚 Fontes — Validação de Conteúdo

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