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The Sector

Oil, Gás, Mineração & Energia
Sexta-feira, 18 de setembro de 2026 Ed. #128 — Edição completa | Oil, Gás, Mineração & Energia
Hero da edição 2026-09-18

📊 Cotações — Referência 2026-09-18

Brent US$ 102,67 ▼ -2.05%
WTI US$ 100,11 ▼ -1.77%
PETR4 R$ 48,61 ▼ -0.08%
USD/BRL R$ 5,139 ▼ -0.24%
Ibovespa 185.992 pts ▲ 0.24%
VALE3 R$ 74,51 ▲ 2.07%
Minério Fe 62% US$ 97,42 ▲ 0.01%
Henry Hub US$ 2,86 ▼ -1.38%
Ouro US$ 4.434,30 ▲ 0.79%

📋 Resumo Executivo — 18/set/2026

📄 O&G · Matéria #01

Petrobras amplia operação na África, com contratos de exploração de oito novos blocos

A Petrobras assinou contratos de partilha de produção para explorar oito blocos marítimos na Costa do Marfim, avançando na estratégia de ampliar sua atuação na África. De acordo com fato relevante divulgado na quinta-feira (17/9), a estatal brasileira terá 90% de participação operacional nos blocos, enquanto a estatal local PETROCI Holding ficará com os 10% restantes. Segundo a empresa, o acordo garante presença em áreas de alto potencial ao longo da margem Equatorial africana. A maior produtora de petróleo da América Latina tem intensificado a busca por oportunidades fora do pré-sal brasileiro, mirando ativos internacionais onde possa aplicar sua experiência de décadas em perfuração e produção em águas profundas. Para manter os níveis atuais de produção após o topo de extração do pré-sal, esperado para cerca de 2035, a Petrobras precisará incorporar cerca de 9 bilhões de barris de óleo equivalente às suas reservas até 2050, segundo cálculos apresentados pela presidente da estatal, Magda Chambriard, para quem “não há futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”. O movimento na Costa do Marfim se soma a outras frentes de expansão no continente. Em agosto, o Ministério da Energia de Gana aprovou o pedido da Petrobras para negociar contratos de exploração em quatro blocos. Além disso, a companhia já havia se associado à TotalEnergies para adquirir 42,5% de participação em um bloco offshore na Namíbia — investimento que Chambriard considerou insuficiente para as ambições da empresa —, ingressou no projeto Deep Western Orange Basin, na África do Sul, e adquiriu fatias minoritárias em três blocos operados pela Shell em São Tomé e Príncipe.

Fonte: InvestNews | 17/Set/2026

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📄 O&G · Matéria #02

Petrobras ajusta diesel e confirma adesão a subsídio, mas aguarda regras para operacionalização

A Petrobras confirmou na noite de quarta-feira (16/9) que vai aderir à subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel, com validade de 30 dias, mas a assinatura do termo de adesão ainda depende de atos complementares do governo. Com isso, a companhia vai ajustar o preço do combustível na mesma proporção, mas os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados enquanto valer o subsídio. Segundo a empresa, a subvenção “é considerada compatível com os interesses da companhia, preservando sua flexibilidade na implementação da estratégia comercial”. A estatal aguardava a publicação da portaria sobre a subvenção para confirmar a adesão. Na prática, o texto da portaria do Ministério da Fazenda, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de quarta (16), não detalha as regras. O presidente Lula (PT) disse que o governo já gastou R$ 47 bilhões com as subvenções para conter o aumento no preço da gasolina e do óleo diesel no país. No DOU de quinta-feira (17/9), foram publicadas as prorrogações, por 60 dias, das MPs que abrem créditos extraordinários de R$ 3,33 bilhões e R$ 3,47 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, destinados ao pagamento dos subsídios anunciados anteriormente.

Fonte: Eixos | 17/Set/2026

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📄 O&G · Matéria #03

Brava cancela venda de 11 concessões onshore no RN após consórcio não cumprir condições precedentes

A Brava Energia informou, em fato relevante divulgado na quinta-feira (17/9), o encerramento da venda de onze concessões de óleo e gás onshore na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, ao consórcio formado por Azevedo e Travassos Petróleo e Petro-Victory Energy Corp. A companhia informou que exerceu o direito de encerrar a transação porque o prazo final previsto em contrato foi atingido sem que determinadas condições precedentes para a conclusão da operação fossem cumpridas pelo consórcio comprador. Segundo a Brava, o encerramento não afeta seu planejamento estratégico de curto e médio prazo.

Fonte: Agência iNFRA | 18/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #04

BYD diz que impasse no acesso à energia ameaça expansão de fábrica na Bahia

Depois de perder sucessivos prazos para regularizar a conexão da sua fábrica de Camaçari, na Bahia, com a Rede Básica, a BYD pediu uma “solução excepcional” da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para ampliar a demanda de energia contratada. Em carta enviada à agência, a empresa disse que o impasse pode comprometer o cronograma de expansão do complexo, que envolve investimentos de R$ 5,5 bilhões. No documento, ao qual a MegaWhat teve acesso, a BYD alegou “excepcionalidade” no caso e pediu para elevar a demanda contratada dos atuais 1,5 MW para 25 MW e concluir a migração da planta, ainda conectada na rede da distribuidora local, para a Rede Básica. Para dar uma dimensão do volume solicitado, se os 25 MW fossem utilizados continuamente ao longo de um ano, corresponderiam, em ordem de grandeza, ao consumo anual de eletricidade de cerca de 120 mil habitantes na Bahia, considerando o consumo médio per capita no estado calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo a BYD, o atendimento precisa ser adequado para acompanhar o crescimento da produção. A demanda registrada na fábrica já supera há meses o volume contratado: entre janeiro e julho deste ano, passou de 4,2 MW para 8,67 MW. A BYD diz que as ultrapassagens resultaram em cobranças mensais que variaram de cerca de R$ 77 mil a R$ 278 mil no período. A fábrica passa atualmente pela segunda fase de implantação, que prevê aumento da capacidade de produção de veículos elétricos e híbridos, construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento e ampliação das instalações de fornecedores. Quando a chinesa assumiu a fábrica que antigamente era ocupada pela Ford, em 2023, anunciou investimentos de R$ 3 bilhões, que já foram revistos para R$ 5,5 bilhões, até produzir até 300 mil veículos por ano. Em maio, a empresa pediu à Neoenergia Coelba, distribuidora responsável pela área de concessão, para ampliar a demanda contratada dos atuais 1,5 MW para 7,5 MW no fim daquele mês, 11 MW em agosto, chegando a 27 MW em setembro, acompanhando a expansão da carga instalada da fábrica. Foi a partir desse pedido que se intensificou o impasse entre a montadora, a distribuidora e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A unidade de Camaçari é atendida em 230 kV, uma tensão muito superior à usada por consumidores comuns e característica da rede de transmissão, mas ainda assim mantém com a Coelba um Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (Cusd), com demanda de 1,5 MW. O arranjo, porém, deveria ter sido alterado há anos pela Ford para que o atendimento passasse a ser contratado diretamente no sistema de transmissão.

Fonte: Megawhat | 17/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #05

GreenYellow avança no setor de mineração no Brasil com projetos de solar e baterias

A GreenYellow está concluindo, no Mato Grosso, seu primeiro projeto no setor de mineração no Brasil: uma usina solar de 3 MWp combinada a um sistema de baterias de 5 MWh para atender à operação da Mineração Dois Irmãos (MDI). Em entrevista ao Petronotícias, o diretor comercial da GreenYellow, Fernando Oliveira, afirmou que a companhia também negocia uma segunda planta, de aproximadamente 2 MW, para a Misa Carbomil, no Ceará. Segundo a empresa, as iniciativas fazem parte de uma aposta crescente em um setor que enfrenta desafios relacionados à disponibilidade, aos custos e à previsibilidade do fornecimento de energia. Segundo Oliveira, há hoje uma demanda represada bastante significativa por projetos híbridos: o Brasil apresenta déficit no atendimento de cargas no interior, especialmente nos setores de agronegócio e mineração, cujos clientes, afastados da rede elétrica, enfrentam dificuldades de suprimento de energia. Para clientes já conectados à rede, o principal interesse das soluções de solar com bateria é a arbitragem de energia, segmento que tende a crescer com as mudanças regulatórias que extinguiram o incentivo no horário de ponta e passaram a penalizar novas cargas nesse período. O executivo disse que a mineração é um dos setores que a empresa acompanha com mais atenção e que a companhia deve inaugurar, ainda no fim deste ano, um projeto híbrido de grande porte para um cliente minerador. A GreenYellow também atua na vertical de eficiência energética, com projetos de ar comprimido, refrigeração e água gelada, além da implantação de uma subestação em Minas Gerais.

Fonte: Petronotícias | 18/Set/2026

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⚡ Energia · Matéria #06

ANEEL aprova sandbox regulatório para levar energia a comunidades isoladas da Amazônia

A ANEEL aprovou na terça-feira (15/9) o sandbox regulatório Energias da Floresta, que vai testar projetos-piloto de fornecimento de energia a comunidades remotas da Amazônia Legal. O público inclui populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Os projetos poderão envolver geração e armazenamento descentralizados, novas formas de faturamento e tarifação, uso produtivo da energia e participação das comunidades na gestão dos sistemas. A iniciativa também prevê testes com SIGFI (Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente) e MIGDI (Microssistemas Isolados de Geração e Distribuição de Energia Elétrica), além de alternativas para a integração desses sistemas à distribuição convencional. O PDI (Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) da ANEEL ficará responsável por fomentar os projetos, que também poderão contar com outras fontes de recursos. A regulamentação estabelece critérios para a seleção e o encerramento das iniciativas, além de medidas de proteção às comunidades e ao meio ambiente. A escolha dos povos e comunidades tradicionais deverá ser precedida de consulta livre, prévia e informada. Entre as inovações está a criação da figura da comunidade energética, que permitirá a participação de organizações comunitárias, povos e comunidades tradicionais no planejamento, monitoramento, operação e manutenção da infraestrutura, sem substituir a distribuidora ou assumir a prestação do serviço público. O sandbox será operacionalizado de forma colaborativa e reunirá órgãos públicos, agentes do setor elétrico, instituições de ensino e pesquisa, organizações da sociedade civil, desenvolvedores de soluções e representantes das comunidades. Entre os parceiros já envolvidos na iniciativa estão o Iema (Instituto de Energia e Meio Ambiente) e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Fonte: Agência iNFRA | 17/Set/2026

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🔥 Gás · Matéria #07

Energisa quer ser ‘multi-utility’ – e vê gatilhos para crescer no gás

A Energisa, que entrou na distribuição de gás em 2023, projeta valor presente líquido de R$ 367 milhões com os projetos contratados no leilão de térmicas de março nas áreas da ES Gás e da Norgás e quer se tornar uma “multi-utility” de energia. Cerca de três anos depois de entrar no mercado de gás natural, a Energisa está vendo seus negócios no setor ganharem um impulso adicional. A avaliação da companhia é de que novas tendências, como a construção de mais termelétricas para garantir a segurança do sistema elétrico e novos projetos de data centers, vão fomentar investimentos adicionais na rede de gás – que se transformarão em receita adiante. O grupo da família Botelho, com origem na distribuição de energia elétrica, decidiu diversificar para o gás em 2023 com a aquisição da ES Gás, a concessionária do Espírito Santo. Em 2024, aumentou a aposta com a compra de 51% da Norgás, que tem participação em distribuidoras em Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “É um business que tem semelhança com a distribuição de eletricidade e um potencial enorme para se desenvolver. E que ainda está muito mais na infância que o mercado elétrico, que já é universalizado,” Fabio Bertollo, o presidente dos negócios de gás da Energisa, disse ao Brazil Journal. Os números dão uma ideia do “oceano azul” a ser explorado. No Espírito Santo, 94% da população ainda não está conectada à rede de gás. Nos Estados do Nordeste em que a empresa atua por meio da Norgás, esse percentual chega a 97%. “Então existe um potencial de crescimento orgânico exponencial. Podemos continuar crescendo por muito tempo,” disse Bertollo. Segundo ele, a estratégia da Energisa é ser uma “multi-utility” em energia, a exemplo de empresas europeias e americanas que atuam simultaneamente com gás e energia elétrica. Na ES Gás, a companhia ampliou o número de clientes em 28% nos últimos três anos, para 100 mil, enquanto na Norgás a base de consumidores aumentou em 16,5% em dois anos, para 282 mil. Fora o crescimento no mercado de gás canalizado para indústrias, comércio e residências, que tem superado expectativas iniciais, a Energisa ainda vê uma alavanca de valor na demanda de usinas termelétricas. Em março, o governo realizou um grande leilão de energia para contratar usinas a gás que vão reforçar o sistema principalmente em picos de demanda. E a expectativa é que mais licitações como essa ocorram nos próximos anos. Só os projetos contratados nas áreas da ES Gás e da Norgás nesse primeiro leilão vão gerar um valor presente líquido de R$ 367 milhões para a Energisa. O valor decorre de investimentos em infraestrutura adicional para atender às usinas que vão gerar receitas às concessionárias do grupo adiante. “Imaginamos que esse modelo (de leilões para térmicas) veio para ficar, porque é uma necessidade. Isso vai acontecer sim ou sim,” disse Bertollo.

Fonte: ABEGAS | 17/Set/2026

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🔥 Gás · Matéria #08

TGN oferta capacidade de novo gasoduto na Argentina que poderá ampliar exportação ao Brasil

A transportadora Argentina TGN vai ofertar a capacidade do novo Gasoduto Manuel Belgrano, projeto que pode abrir espaço para ampliar as exportações de gás natural ao Brasil a partir de 2029. A construção do gasoduto e de obras complementares, segundo a TGN, demandará investimentos de US$ 2,2 bilhões, para suprir o déficit de oferta nas regiões central, norte e litorânea da Argentina e, com isso, ampliar também a capacidade de exportação. A TGN informou que o projeto foi concebido para gerar uma capacidade de fornecimento inicial de 13 milhões de m³/dia, com previsão de entrada em operação em abril de 2029. A transportadora espera iniciar ainda este mês a chamada para manifestação de interesse na capacidade do novo gasoduto e, posteriormente, lançar a chamada aberta para oferta da capacidade do Sistema TGN. A apresentação e adjudicação das propostas para ambos os processos estão previstas para o fim de novembro. A nova infraestrutura, segundo a TGN, conectará a produção de Vaca Muerta com indústrias e termelétricas no mercado doméstico. O projeto aumenta a capacidade de movimentação do gás de Vaca Muerta dentro da própria Argentina e, com isso, abre um saldo no balanço interno para exportação a países vizinhos como Chile e Brasil. A companhia pretende solicitar a inclusão do projeto no Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI). “A Argentina tem uma oportunidade extraordinária de transformar, com uma infraestrutura fundamental, o gás de Vaca Muerta em energia competitiva, com produção local, substituição de importações e geração de excedente exportável”, afirmou o CEO da TGN, Horacio Pizarro, em nota.

Fonte: Eixos | 17/Set/2026

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🔥 Gás · Matéria #09

NewGas prevê desaceleração das migrações para o mercado livre de gás em 2027

O ritmo de novas migrações de indústrias para o mercado livre de gás natural deve desacelerar na virada do ano, em relação à janela passada, na visão da NewGas, empresa que faz a gestão de contratos de consumidores livres. Para o diretor-executivo da NewGas, Pedro Franklin, a desaceleração é um processo natural, já que as grandes migrações já ocorreram. “Janeiro de 2026 teve um volume grande de consumidores migrando para o mercado livre.” Em 2027, a gente está percebendo que vai ser um volume bem menor de novos migrantes”, disse. Agora, destaca Franklin, os vendedores de molécula precisarão pulverizar a abordagem comercial para captar consumidores menores, com apetites também menores à migração. Segundo ele, faltam hoje condições mais competitivas para convencer esses consumidores de menor porte. “Tem muito espaço ainda para migrações, mas são volumes muito menores. Esses 16 milhões [de m³/dia] que hoje estão no mercado livre podem chegar a 22, 23, 25 milhões de m³/dia no máximo, mas vai ser de uma forma mais gradativa”, afirmou. “O pequeno consumidor tem um contrato muito simples com a distribuidora, não tem nenhuma penalidade. As propostas que nós temos no mercado livre não são tão competitivas para esse nicho de mercado ainda”, explicou. A NewGas se prepara para entrar na atividade de comercialização e mira justamente os clientes com volumes menores de consumo. “O grande comercializador e o grande produtor não estão interessados em entrar nesse mercado”, disse. A NewGas teve parte de seu capital adquirido pela Pacífico Energia, trader com atuação no setor elétrico. A expectativa é, a partir do ano que vem, iniciar algumas operações no mercado livre de gás.

Fonte: ABEGAS | 17/Set/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #10

MPTCU pede auditoria sobre mineração de terras raras no Sul de Minas

O Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) pediu na quinta-feira (17/9) auditoria operacional nos órgãos federais que autorizam, licenciam e fiscalizam a exploração de terras raras no Sul de Minas Gerais. A representação mira o Planalto Vulcânico da região. O caso foi distribuído ao ministro Antonio Anastasia. O pedido, assinado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, chega um dia após o governo federal sancionar o marco legal que busca atrair investimentos para exploração e processamento de minerais críticos e terras raras no país. A auditoria mira a Agência Nacional de Mineração (ANM), o IBAMA, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O objetivo é examinar se os controles existentes são suficientes para prevenir danos cumulativos aos recursos hídricos, solo, biodiversidade e saúde pública. A representação também pede que o TCU levante o estágio de cada projeto de terras raras na região, com estimativa de passivos ambientais, planos de fechamento de mina e garantias financeiras constituídas para remediar eventuais danos. O pedido do MPTCU se baseia no relatório de 60 páginas recém divulgado pela comitiva interministerial coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, na Mesa de Diálogos sobre Mineração no Brasil, após visitas aos municípios de Poços de Caldas, Caldas e Andradas, em Minas Gerais, entre 25 e 26 de junho. A principal conclusão do documento é que a avaliação ambiental dos empreendimentos não deve ser feita caso a caso e recomenda estudos regionais de impactos cumulativos. O grupo reuniu representantes de nove ministérios e de órgãos como ANSN, CNEN, IBAMA, INB, comitês de bacias hidrográficas, IFSULDEMINAS e Universidade Federal de Alfenas (Unifal). O relatório aponta como ponto sensível a proximidade entre os futuros empreendimentos e áreas residenciais, a Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca e a Unidade em Descomissionamento da INB em Caldas, onde funcionou uma mina de urânio. Moradores e movimentos sociais relataram preocupação com efeitos cumulativos entre as novas minas e os passivos ambientais já existentes. O subprocurador-geral critica o fato do tribunal não ter sido chamado para o trabalho da comitiva, apesar de o próprio relatório recomendar sua atuação no combate à sonegação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). “Tal omissão é incompreensível e revela uma lacuna preocupante na articulação institucional”, escreveu Lucas Furtado. Ele argumenta que o reconhecimento pelo Executivo de que o licenciamento fragmentado é insuficiente obriga o tribunal a acompanhar a implementação das recomendações. “É dever do TCU, como órgão de controle externo, acompanhar de perto a implementação dessas recomendações e zelar para que não se transformem em letra morta”, afirmou.

Fonte: Eixos | 17/Set/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #11

G Mining anuncia nova descoberta de ouro no projeto Gurupi, no Maranhão

A G Mining Ventures (TSX: GMIN) anunciou na quarta-feira (16/9) uma nova descoberta de ouro próxima à superfície no alvo Grodiocal, em seu projeto Gurupi, no Maranhão, junto com resultados de sondagem da mina Tocantinzinho, no Pará. O furo GUR-26-068, em Grodiocal, interceptou 23 metros com teor de 1,97 grama de ouro por tonelada a partir de 51 metros de profundidade, incluindo 9 metros com 4,24 gramas por tonelada a partir de 55 metros; o furo GUR-26-066 cortou 10 metros com 3,42 gramas por tonelada a partir de 23 metros. Grodiocal fica na tendência Chega Tudo, onde não havia perfuração histórica. A campanha inaugural, de 17.667 metros em 127 furos, identificou múltiplas zonas de mineralização próximas à superfície em um corredor de 5 km de extensão e até 1 km de largura. A descoberta, somada a extensões da mineralização nos depósitos Blanket e Mandiocal, amplia a área do Gurupi antes de uma nova estimativa de recursos e de uma avaliação econômica preliminar (PEA) previstas para o fim do ano. Em Blanket, a mineralização avançou cerca de 250 metros além da estimativa de recursos de 2025; em Mandiocal, chegou a até 125 metros abaixo da cava considerada em 2025. A empresa planeja 65 mil metros de sondagem no Gurupi neste ano, dos quais cerca de 33,6 mil já foram concluídos. Segundo a estimativa de 2025, o Gurupi tem 43,5 milhões de toneladas indicadas com 1,31 grama por tonelada, ou 1,83 milhão de onças de ouro contido, além de 18,5 milhões de toneladas inferidas com 1,29 grama por tonelada (770 mil onças). O projeto, antes chamado CentroGold, cobre cerca de 2.100 km² em 47 direitos minerários contíguos e foi adquirido da BHP no fim de 2024. Na Tocantinzinho, mina em produção no Pará, a campanha de 25 mil metros deste ano está cerca de 60% concluída e testa mineralização abaixo da cava atual. “O principal recado é o pipeline crescente de oportunidades de crescimento orgânico além de Tocantinzinho”, afirmou o analista Fahad Tariq, da Jefferies. As ações da G Mining subiram 3,2% na quarta-feira em Toronto, a C$ 50,67, o que avalia a companhia em cerca de C$ 15 bilhões.

Fonte: Mining.com | 16/Set/2026

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🚢 Marítimo · Matéria #12

TCU pede informações ao governo sobre aval a TUP da APM Terminals em Suape

O TCU (Tribunal de Contas da União) pediu informações ao governo sobre o processo que resultou na autorização do terminal de uso privado (TUP) da APM Terminals na região de Suape (PE). O processo, relatado pelo ministro Augusto Nardes, parte de uma representação do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), que questiona se a ampliação e a liberação do empreendimento ocorreram com a devida regularização patrimonial das áreas da União envolvidas. Caso constatadas irregularidades, o MPTCU quer saber quais os possíveis reflexos sobre o TUP. Segundo encaminhamento proposto pela Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Portuária e Ferroviária (AudPortoFerrovia), as diligências envolvem um pedido para que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) esclareça a situação patrimonial das áreas utilizadas pelo terminal da APM, indicando, para cada área, o título jurídico, finalidade, vigência, contraprestações e pendências de regularização, e as providências adotadas após ofício enviado no ano passado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) à secretaria. Os auditores também sugeriram que o MPor e a ANTAQ encaminhem cópia digital ou concedam acesso integral a processos relativos ao assunto. Segundo a análise, os elementos dos autos não são suficientes para confirmar ou afastar as irregularidades apontadas, “especialmente quanto à situação de regularidade patrimonial das áreas utilizadas pelo empreendimento”. O TUP da APM em Suape, destinado à movimentação de contêineres, foi recentemente inaugurado. A operação é questionada no TCU, na ANTAQ e no CADE pela ICTSI, que opera o terminal de contêineres público no porto. A empresa filipina intensificou sua atuação junto aos órgãos em agosto, após a Maersk informar que retiraria as operações de carga e descarga do Tecon 1, operado pela ICTSI. À ANTAQ, a ICTSI disse em denúncia que a APM Terminals baseou seu pedido de autorização, em 2023, em estudos que indicavam cargas novas para o porto privado; a retirada de cerca de um terço dos contêineres que a Maersk movimentava há 20 anos no terminal público logo após a inauguração do TUP demonstraria que não havia cargas novas. Em nota enviada à Agência iNFRA no mês passado, a reguladora afirmou que “a Lei nº 12.815/2013 estabelece a concorrência como regra no setor portuário, sem garantia de reserva de mercado ou de manutenção de cargas em determinado terminal”.

Fonte: Agência iNFRA | 17/Set/2026

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💡 Análise Estratégica

💬 OPINIÃO DA REDAÇÃO — Análise Estratégica

Esta seção contém opinião editorial e não constitui recomendação de investimento.

Movimento setorial: Concentração da semana em O&G (3), Energia (3), Gás (3). O setor líder pode sinalizar onde flui capital privado e atenção regulatória nos próximos dias.
Macro brasileiro: Termos macro recorrentes nas matérias: investimento, concessão, leilão, fiscal. Combinação sugere que decisões corporativas estão sendo lidas sob a ótica de risco-país e câmbio.
Sinal regulatório: Reguladores e atores institucionais citados: Petrobras (2), ANEEL (2), TCU (2), ANM (1), IBAMA (1). Monitorar pauta oficial — decisões pendentes podem reprecificar projetos no curto prazo.

📚 Fontes — Validação de Conteúdo

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# Setor Matéria Fonte Link
#01 O&G Petrobras amplia operação na África, com contratos de exploração de oito novos blocos InvestNews
#02 O&G Petrobras ajusta diesel e confirma adesão a subsídio, mas aguarda regras para operacionalização Eixos
#03 O&G Brava cancela venda de 11 concessões onshore no RN após consórcio não cumprir condições precedentes Agência iNFRA
#04 Energia BYD diz que impasse no acesso à energia ameaça expansão de fábrica na Bahia Megawhat
#05 Energia GreenYellow avança no setor de mineração no Brasil com projetos de solar e baterias Petronotícias
#06 Energia ANEEL aprova sandbox regulatório para levar energia a comunidades isoladas da Amazônia Agência iNFRA
#07 Gás Energisa quer ser ‘multi-utility’ – e vê gatilhos para crescer no gás ABEGAS
#08 Gás TGN oferta capacidade de novo gasoduto na Argentina que poderá ampliar exportação ao Brasil Eixos
#09 Gás NewGas prevê desaceleração das migrações para o mercado livre de gás em 2027 ABEGAS
#10 Mineração MPTCU pede auditoria sobre mineração de terras raras no Sul de Minas Eixos
#11 Mineração G Mining anuncia nova descoberta de ouro no projeto Gurupi, no Maranhão Mining.com
#12 Marítimo TCU pede informações ao governo sobre aval a TUP da APM Terminals em Suape Agência iNFRA