📅 21/Set/2026
A ROG.e 2026 começa nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, em um momento de expectativas renovadas em relação ao futuro da indústria de óleo e gás no país. A principal feira de óleo e gás do Brasil está prestes a entrar em um novo patamar. A recente descoberta de óleo pela Petrobras no poço Morpho, em águas profundas do Amapá, amplia as perspectivas de uma nova fronteira exploratória offshore. Caso a avaliação exploratória confirme a existência de reservas com viabilidade comercial, o Brasil poderá receber uma nova onda de investimentos da indústria offshore, desta vez na região Norte. Essa perspectiva já se reflete na dimensão da ROG.e 2026, que terá uma área total de 117 mil metros quadrados, crescimento de 60% em relação a 2024. A expectativa é receber 75 mil visitantes, com a participação de 650 marcas expositoras. Além disso, serão 13 pavilhões internacionais, mais que o dobro dos seis registrados na edição anterior. Outra novidade importante deste ano é o retorno da feira ao Riocentro, na Barra da Tijuca. As duas últimas edições foram realizadas no Boulevard Olímpico, num movimento que buscava revitalizar e fortalecer a Zona Portuária do Rio de Janeiro. Contudo, apesar das boas intenções, ficou claro que a estrutura dos armazéns do porto não era suficiente para receber um evento desta magnitude. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a ROG.e 2026 será realizada até quinta-feira (24) e reunirá mais de 400 lideranças nacionais e internacionais. A programação contempla mais de 600 horas de conteúdo sobre os principais desafios e oportunidades da agenda energética global, com discussões que envolvem exploração offshore, gás natural, transição energética, inovação e tecnologias de baixo carbono. A cerimônia de abertura está marcada para as 9h45 e contará com a participação de Roberto Ardenghy, presidente do IBP; Magda Chambriard, presidente da Petrobras; Nelson Narciso Filho, chair da ROG.e e CEO da NNF Energy Consultancy; e Daniel Chapo, presidente de Moçambique. A Margem Equatorial deverá estar entre os assuntos de destaque do evento. Em agosto, a Petrobras anunciou a identificação de óleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras é operadora do bloco, com 100% de participação, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão. Na ocasião do anúncio, a presidente Magda Chambriard afirmou que a identificação confirma o otimismo da empresa em relação à Margem Equatorial brasileira e destacou a contribuição da iniciativa para a recomposição das reservas de petróleo e a segurança energética do país. A dimensão internacional da ROG.e 2026 também se refletirá na presença de executivos de algumas das principais empresas do setor energético mundial.
Fonte: Petronotícias | 21/Set/2026
📅 18/Set/2026
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao TRF-1 pedindo a suspensão imediata da licença de perfuração concedida à Petrobras na Foz do Amazonas. No recurso protocolado na quinta-feira (17/9), o procurador Felipe de Moura Palha e Silva defende que a ação civil pública sobre o caso permaneça na Justiça Federal do Pará, e não na Justiça Federal do Amapá — para onde foi transferida. O argumento para a transferência (solicitada pela própria Justiça Federal do Pará) foi evitar decisões conflitantes. Porém, para o MPF, a competência para análise do caso deve ser definida pelo local onde os danos acontecem. Como a logística de navios, resíduos e suporte opera a partir do Pará, a Justiça Federal no estado é quem deve analisar a causa, argumenta o órgão. “São dezessete (17) municípios paraenses, incluindo a capital do Estado, que estão inscritos na área de influência, o que torna incontroverso o fato de que é o Estado do Pará o centro da logística terrestre e marítima do empreendimento e é neste território onde se materializam a maioria dos impactos socioeconômicos e ambientais da atividade de perfuração exploratória”, afirma o procurador Felipe de Moura. Ele pede que as atividades de perfuração permaneçam suspensas até a realização de consulta prévia, livre e informada a todas as comunidades tradicionais da costa do Pará; apresentação de estudo detalhado sobre a produção pesqueira local; elaboração de um plano de compensação financeira específico para a atividade pesqueira e a redelimitação da área de influência para incluir formalmente todos os municípios paraenses impactados pela frota de apoio. O MPF acrescenta que famílias extrativistas e pescadores artesanais da região já relatam prejuízos diários causados pela atividade de perfuração, em razão da sobreposição das rotas de embarcações de apoio e os territórios tradicionais de pesca. “A atividade pesqueira e extrativista desenvolvida no Estado do Pará por povos e comunidades tradicionais na Área de Influência (AI) do Bloco FZA-M-59 não é meramente uma atividade econômica. Ela é o alicerce do modo de vida e da soberania alimentar dos municípios costeiros das regiões em destaque”, defende o MPF.
Fonte: Eixos | 18/Set/2026
📅 19/Set/2026
A disparada do custo para transportar petróleo pelo mundo está tornando algumas operações de longa distância economicamente inviáveis, ameaçando desorganizar os fluxos num momento de aperto sem precedentes nos mercados de combustíveis. A alta é provocada pela escassez de superpetroleiros disponíveis. Transportar uma carga de Houston para a Ásia agora acrescenta cerca de US$ 26 por barril — ou US$ 52 milhões por carga — ao custo de abastecimento da maior região importadora de petróleo do mundo. Isso equivale a aproximadamente um quarto do preço dos contratos futuros do West Texas Intermediate, o WTI. Antes do conflito entre Estados Unidos e Irã, o transporte normalmente representava apenas uma pequena fração do custo. A disparada está gerando fortunas para o pequeno grupo de armadores que domina o mercado de petroleiros. Vários executivos e corretores do setor afirmaram que uma alta dessa magnitude teria sido inimaginável até pouco tempo atrás. O valor de mercado das maiores companhias de petroleiros listadas em bolsa atingiu na semana passada o recorde de quase US$ 70 bilhões. Para os operadores de petróleo, porém, o risco é que o transporte se torne proibitivamente caro. A preocupação é que os custos mais elevados tornem pouco lucrativo para algumas refinarias transformar petróleo bruto em combustíveis, desestimulando a compra de cargas que precisam percorrer longas distâncias, mesmo quando a demanda por diesel e gasolina está forte. Na principal rota de referência do setor, os superpetroleiros que transportam 2 milhões de barris de petróleo bruto do Golfo Pérsico para a China estão rendendo mais de US$ 1,2 milhão por dia. Pressões semelhantes começam a se espalhar pelo mercado global de fretes. “Nunca foi tão caro transportar petróleo”, afirmou Saad Rahim, economista-chefe da gigante de trading Trafigura Group, durante o Bloomberg Commodity Investor Forum, na quinta-feira. Com o frete passando a representar uma parcela maior do valor da carga, “isso se torna um problema muito maior quando começamos a pensar em termos de logística”. Algumas rotas de longa distância que se tornaram fundamentais depois que guerras desorganizaram os fluxos de energia agora parecem menos atraentes por causa da disparada dos custos. Dados de rastreamento de navios da Vortexa mostram que os fluxos dos Estados Unidos para a Ásia diminuíram nas últimas semanas, enquanto os custos de frete praticamente triplicaram. Uma refinaria japonesa comprou recentemente uma carga de petróleo bruto do Alasca — uma variedade que normalmente não é considerada muito adequada para as refinarias do país — devido à distância relativamente curta da viagem, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Na Europa, em contraste, a corrida por barris mais próximos aparece nos preços do petróleo bruto. Enquanto os contratos futuros do Brent chegaram perto de US$ 110 por barril na semana passada, o preço do petróleo físico europeu Dated Brent ultrapassou US$ 131, à medida que os compradores procuravam cargas transportadas por distâncias menores.
Fonte: InvestNews | 19/Set/2026
📅 18/Set/2026
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revisou para 9,4% a previsão de alta média das tarifas de energia no Brasil em 2026. O cálculo já incorpora o efeito redutor dos recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), desconto bilionário bancado por hidrelétricas para aliviar a conta de consumidores atendidos por distribuidoras das regiões Norte e Nordeste. A nova estimativa consta da edição de setembro do InfoTarifa, boletim da agência que acompanha os principais fatores de pressão sobre os reajustes, divulgado na sexta-feira, 18 de setembro. Em junho, a previsão era de um aumento de 8,6%, já acima dos 8% projetados na edição do boletim de março. A projeção segue acima da inflação estimada para o ano, de 4,4% para o IGP-M e 5% para o IPCA. A repactuação do UBP entra na conta como fator de redução tarifária. Segundo a ANEEL, os recursos, que não estavam contemplados na previsão inicial de março, somam R$ 5,2 bilhões na estimativa atual e reduzem o efeito médio Brasil em 1,9 ponto percentual. Ainda assim, o alívio não foi suficiente para compensar a alta de outros componentes, como encargos setoriais, custos de energia e ajustes financeiros. Segundo o boletim, os componentes financeiros de 2026 e os retirados de 2025 têm impacto agregado de 4,7% no efeito tarifário médio Brasil. Entre os principais fatores de pressão estão a CVA Energia, com impacto de 3,2%, e a CDE-Encargos, com 2,9%. Na direção contrária, aparecem a devolução de PIS/Cofins, com efeito negativo de 1,9%, e a própria UBP, também com redução de 1,9%. A diretoria da ANEEL aprovou a distribuição preliminar de aproximadamente R$ 5,5 bilhões provenientes da repactuação das obrigações de pagamento de UBP de usinas hidrelétricas. Os recursos serão repassados a distribuidoras localizadas nas áreas da Sudam e da Sudene, com o objetivo de promover modicidade tarifária para consumidores do mercado regulado. Na decisão, a agência também homologou o Efeito Tarifário Limite Equilibrado (ETLEP) de 6,53%, mecanismo usado para distribuir os benefícios entre as 22 concessionárias contempladas e reduzir assimetrias tarifárias entre diferentes áreas de concessão. Algumas distribuidoras tiveram os benefícios incorporados às tarifas com base em estimativas dos recursos disponíveis, enquanto outras não anteciparam esse recurso em seus processos tarifários, o que resultou na republicação de tarifas após o repasse dos recursos da CDE. Há ainda concessionárias com processos tarifários pendentes, que terão os valores da UBP considerados como componente financeiro ainda em 2026. Ao final do ano, a ANEEL realizará a consolidação dos valores arrecadados e definirá os montantes definitivos destinados a cada distribuidora. As diferenças entre os valores preliminares e definitivos serão ajustadas nos processos tarifários de 2027. Os encargos setoriais têm impacto de 1,6% na projeção. O boletim aponta efeito positivo da CDE-Uso, de 3%, e dos encargos ESS, EER e ERCAP, de 0,5%. A CDE-GD aparece como fator de redução, com impacto negativo de 1,6%.
Fonte: Megawhat | 18/Set/2026
📅 18/Set/2026
O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) escolheram cinco distribuidoras para iniciar testes de operação de MMGD (Micro e Minigeração Distribuída) solar em suas concessões. As empresas são: Cemig-D, Energisa MT, Neoenergia Elektro, CPFL Paulista e Copel. As áreas foram escolhidas de acordo com a penetração da geração distribuída e com a maturidade tecnológica das concessões. Segundo a proposta do ONS, enviada na última terça-feira (15), os geradores distribuídos localizados nessas áreas de concessão devem participar dos testes obrigatoriamente. Além disso, o ONS também sugere que seja vedada a compensação por qualquer corte ou limitação de geração distribuída durante a realização do “sandbox”, para evitar a “introdução prematura de sinais econômicos”. Os testes farão parte de um “sandbox” regulatório em parceria com a ANEEL para estudar a regulamentação dos chamados DSOs (Operadores do Sistema de Distribuição, na sigla em inglês). O plano prevê que os comandos do ONS às distribuidoras possam acontecer em tempo real e também por meio da programação da operação.
Fonte: Agência iNFRA | 18/Set/2026
📅 18/Set/2026
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) obteve uma liminar contra a Âmbar Energia, do grupo J&F, para suspender cláusula do novo contrato de concessão, que dá seis anos para a empresa regularizar os seus indicadores de qualidade no Amazonas sem penalizações. A decisão também determina que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) abra um processo de fiscalização para apurar a responsabilidade da Âmbar sobre interrupções no serviço desde abril de 2026, causadas por trocas de cabos. Na ação, Braga aponta para “inércia” da ANEEL diante dos incidentes, o que, segundo a Justiça, representou omissão, com reflexo sobre a segurança coletiva. O senador alega que as ocorrências tiveram início após a troca de fios de cobre por condutores de alumínio, na área de concessão. A liminar determinou ainda a suspensão da troca dos cabos. Foi deferido ainda pedido de auditoria independente sobre os episódios registrados recentemente. Foi fixada multa de R$ 1 milhão por dia caso a Âmbar descumpra as medidas.
Fonte: Agência iNFRA | 18/Set/2026
📅 18/Set/2026
A Comissão de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da OAB-RJ solicitou, em nota pública divulgada na semana de 14 a 18/9, que o STJ remova o principal obstáculo normativo à exploração comercial de gás não convencional no Brasil. Para isso, o comitê defende que o julgamento sobre a exploração de reservas não convencionais no país via fraturamento hidráulico, conhecido como “fracking”, seja retomado e concluído na próxima sessão do Tribunal, “em data a ser marcada o mais rapidamente possível diante da urgência da matéria”. A comissão defende que o STJ reconheça a competência “predominantemente federal” sobre a regulação da exploração de recursos não convencionais via fracking, bem como a competência das autoridades constituídas de analisar cada etapa dos projetos e verificar se os riscos foram endereçados. Segundo o comitê, as legislações estaduais e municipais existentes que proíbem o fracking violam a supremacia da legislação federal e a competência privativa da União para legislar sobre recursos minerais. “Os recursos minerais, incluindo os do subsolo, pertencem à União (art. 20, IX, da Constituição Federal). A competência legislativa sobre jazidas, minas e outros recursos minerais é privativa da União (art. 22, XII, CF). O regime jurídico de exploração e produção de petróleo e gás natural é regido por legislação federal (art. 176, CF), cabendo à ANP a regulação técnica e operacional do setor”, continua. Em relação aos possíveis efeitos da atividade no meio ambiente, a Comissão argumenta que o tema seria devidamente endereçado na etapa de licenciamento ambiental, como ocorre em qualquer outra atividade minerária ou industrial. “A via adequada é a regulação federal coordenada, com licenciamento ambiental conduzido nos termos da lei, e observância dos requisitos de segurança operacional estabelecidos pelas Resoluções ANP 21/2014 e 46/2016”, detalha. Por fim, o comitê solicita que o STJ pacifique a controvérsia federativa instaurada há mais de uma década, removendo o principal obstáculo normativo à exploração comercial de gás não convencional no Brasil. A Primeira Seção do STJ deve definir se é possível explorar óleo e gás de fontes não convencionais (como o xisto ou folhelho) por meio do fraturamento hidráulico e, em caso positivo, quais seriam as condições para essa atividade no país. O julgamento do IAC (Incidente de Assunção de Competência) 21 foi iniciado no dia 9 de setembro, mas o ministro Afrânio Vilela pediu vista regimental, de modo que o tema será retomado na próxima sessão. A ideia é que o pedido de vista sirva para o ministro relator incluir, em seu voto, sugestões e apontamentos específicos feitos pelos outros magistrados.
Fonte: Agência iNFRA | 18/Set/2026
📅 21/Set/2026
O Paquistão deve receber uma carga de GNL do Catar depois de negociar com o Irã a passagem segura do carregamento pelo Estreito de Ormuz. A informação é de fontes com conhecimento do acordo ouvidas pela Bloomberg nesta segunda-feira (21/9). Será a segunda carga de GNL catariano recebida em setembro pelo país, que atravessa uma crise energética, depois que alguns navios conseguiram deixar o Golfo Pérsico no início do mês. O carregamento mais recente cruzou o Estreito de Ormuz neste fim de semana e deve chegar ao Paquistão até terça-feira (22/9), de acordo com dados de rastreamento de navios compilados pela Bloomberg. Não é a primeira vez que o Paquistão negocia diretamente com o Irã a passagem segura de GNL: o país sul-asiático fez o mesmo em maio, na tentativa de garantir gás e conter apagões. O Paquistão, que antes da guerra dependia majoritariamente de contratos de longo prazo com o Catar, teve de recorrer a compras caras no mercado spot, o que elevou seus custos de geração de energia. O país enfrenta dificuldades para manter o fornecimento de eletricidade desde que o Catar declarou força maior sobre suas exportações, após ataques iranianos que danificaram o polo exportador de GNL de Ras Laffan. A nova carga catariana deve aliviar o aperto energético paquistanês e poupar o país de ao menos uma compra spot bem mais cara. Algumas cargas de GNL do Catar e dos Emirados Árabes Unidos cruzaram recentemente o Estreito de Ormuz ou fizeram transferências entre navios fora do estreito, ao largo de Omã. O aumento do número de cargas que conseguem sair por Ormuz indica que os exportadores de GNL do Golfo Pérsico intensificam os esforços para escoar a oferta pelo gargalo, após meses de paralisação quase total dos embarques.
Fonte: OilPrice | 21/Set/2026
📅 18/Set/2026
A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) planeja investir cerca de R$ 13 bilhões entre 2026 e 2031 para dar prosseguimento à estratégia de crescimento de longo prazo. A estratégia é baseada no desenvolvimento do mercado de nióbio e na ampliação da capacidade de atendimento aos clientes. Os recursos são direcionados a três principais frentes: a expansão da capacidade produtiva, o desenvolvimento de novos materiais e aplicações e, por último, tecnologia, inovação e infraestrutura. A companhia já investiu R$ 2 bilhões em seu Complexo Industrial, localizado em Araxá, Minas Gerais, que englobou novas linhas e plantas, além da aquisição e modernização de equipamentos. “Entre os projetos em andamento estão novas linhas voltadas à produção de óxidos de nióbio para diferentes materiais e aplicações de alto valor agregado. Esses materiais podem ser utilizados em segmentos como eletrificação, baterias, componentes ópticos, eletrônicos e tecnologias associadas aos data centers para inteligência artificial”, informa a CBMM. Em linha com a estratégia de crescimento, desenvolvimento tecnológico e diversificação, que busca ampliar a adoção do nióbio tanto na indústria siderúrgica quanto em novas aplicações, a CBMM pretende ampliar a produção para os próximos anos. Em 2025, a empresa alcançou um marco histórico ao superar a marca de 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente produzidas e comercializadas ao mercado global, crescimento de 4,7% em relação a 2024. A empresa possui capacidade produtiva instalada de 150 mil toneladas de ferronióbio equivalente por ano, nível superior à demanda global, que no ano passado foi de 133 mil toneladas. “Historicamente, essa capacidade é parte da estratégia da companhia de investir à frente do mercado, garantindo segurança de fornecimento e acompanhando o crescimento da demanda do mercado de nióbio”, pontua a empresa. A CBMM explica que os investimentos contínuos em expansão e modernização contribuem para o desenvolvimento econômico da região onde está inserida, ampliando oportunidades de trabalho diretas e indiretas e fortalecendo empresas prestadoras de serviços. Como parte do novo ciclo de crescimento, a empresa tem aumentado o número de colaboradores diretos, especialmente em Araxá, e já ultrapassou a marca de 2.000. O avanço das obras e dos projetos em andamento também impulsiona a geração de oportunidades para as empresas parceiras, que reúnem cerca de 4.500 profissionais atuando no complexo industrial da companhia e mantêm aproximadamente 400 vagas abertas. “A expectativa é que a geração de empregos continue acompanhando a evolução dos projetos de expansão e crescimento previstos para os próximos anos, ampliando oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região”, afirma. Segundo a CBMM, as perspectivas para 2026 e para os próximos anos são positivas. A companhia diz que seguirá investindo em inovação, na diversificação do portfólio e no fortalecimento de parcerias para expandir o mercado do nióbio e apoiar a evolução de indústrias estratégicas, como mobilidade, infraestrutura, energia e tecnologia.
Fonte: Brasil Mineral | 18/Set/2026
📅 21/Set/2026
A Oceana Metals dobrou a área conhecida de mineralização de terras raras (REE) no projeto Serra Negra, em Minas Gerais, após analisar amostras de furos históricos que não haviam sido realizados com foco nesses elementos. Os novos resultados ampliaram o footprint mineralizado para mais de 4,5 km² dentro do complexo carbonatítico. Entre os principais resultados estão intervalos de 32 metros com 2,7% de TREO dentro de uma interseção de 122 metros a 1,2% de TREO, além de 106 metros a 1% de TREO. Outro furo identificou 26 metros a 1,4% de TREO e 0,63% de Nb2O5, indicando também potencial para mineralização de nióbio. A empresa já reamostrou os 68 furos históricos disponíveis, dos quais 45, correspondentes a cerca de 4.750 metros, ainda aguardam resultados de ensaios. Os furos foram realizados com espaçamento amplo, entre mais de 300 metros e até 1 quilômetro, e não tinham como objetivo original investigar terras raras ou nióbio. Segundo o diretor-gerente da Oceana Metals, Mick Wilson, os resultados indicam que a mineralização se estende além das áreas inicialmente priorizadas pela companhia. “Estamos vendo fortes evidências de que a mineralização de terras raras se estende muito além da área originalmente priorizada durante a due diligence”, afirmou. Paralelamente, a Oceana iniciou sua primeira campanha própria de sondagem em Serra Negra, com duas sondas testando uma área prioritária de 1,5 km por 1,5 km na região central do projeto. O setor já apresenta interseções históricas de até 50 metros com 4% de TREO. A companhia também concluiu um levantamento aeromagnético de alta resolução com drones, que percorreu 1.304 quilômetros de linhas. Os dados estão sendo analisados para aprimorar a interpretação da estrutura do complexo carbonatítico e definir novos alvos de sondagem em escala distrital. Com novos resultados de reamostragem ainda pendentes e a integração dos dados geofísicos, geológicos e de sondagem em andamento, a Oceana avalia que Serra Negra pode apresentar novas extensões de mineralização e centros mineralizados no complexo carbonatítico. O projeto se localiza na Província Ígnea do Alto Paranaíba.
Fonte: Minera Brasil | 21/Set/2026
📅 18/Set/2026
A Aura Minerals firmou contrato de financiamento sindicalizado no valor de US$ 200 milhões, na qualidade de tomadora, no nível da holding. O Citigroup Global Markets Inc e o Itaú BBA Assessoria Financeira S.A. atuaram como coordenadores líderes e bookrunners conjuntos do empréstimo, que será remunerado à taxa de SOFR + 2,70% ao ano, com período de carência de dois anos e prazo de vencimento de cinco anos. A companhia pretende utilizar os recursos líquidos captados para financiar pagamentos da tomadora (ou de qualquer de suas subsidiárias) a fornecedores e/ou para financiar o pré-pagamento de seus custos de produção e venda de seus produtos. “Temos a satisfação de anunciar esta linha de financiamento sindicalizado de US$ 200 milhões, mais um passo no fortalecimento da estrutura de capital da Aura e na ampliação de nossa flexibilidade financeira, à medida que seguimos aumentando nossa produção rumo à nossa meta de superar 600 mil onças por ano no médio prazo, incluindo a construção em andamento de Era Dorada, a expansão da capacidade de produção em Almas e a expansão prevista de Borborema”, disse Rodrigo Barbosa, CEO e presidente da Aura. A contratação do empréstimo a uma taxa de SOFR + 2,70% reflete o momento operacional, a sólida geração de caixa e a estratégia disciplinada de crescimento da Aura. “Nossa abordagem de alocação de capital permanece equilibrada e consistente — combinando uma gestão prudente de passivos com o investimento contínuo em nosso pipeline de crescimento, mantendo a disciplina financeira que sempre marcou nosso histórico. Esta transação diversifica ainda mais nossas fontes de financiamento e sustenta a atual fase de criação de valor para nossos acionistas sob a cultura Aura 360”.
Fonte: Brasil Mineral | 18/Set/2026
📅 20/Set/2026
A Starnav realizou, na última quinta-feira (17), o batismo e entrega da Starnav Elektra, a primeira de uma série de 10 PSVs (transporte de suprimentos) híbridos, que integram a carteira de construção do estaleiro Detroit (SC). As embarcações serão incorporadas à frota da Starnav e vão operar para a Petrobras. A série está sendo construída com recursos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O batismo foi realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, e teve como madrinha a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. As empresas destacaram que 100% da tripulação é formada por mulheres. Starnav Elektra navegou de Santa Catarina ao Rio de Janeiro com uma tripulação 100% feminina. A equipe embarcada, sob a liderança da comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, é composta por 16 mulheres no total. Starnav Elektra foi entregue com cerca de dois anos de antecedência em relação ao prazo contratual. As 10 embarcações que vão compor essa série serão equipadas com sistemas de motorização híbrida (diesel-elétrica) com banco de baterias capaz de reduzir o consumo de combustível e permitindo uma redução de cerca de 18% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação com a frota atual. Os navios serão preparados para operar com combustíveis mais limpos, como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), conhecido como ‘diesel verde’. As operações dessas embarcações envolvem contratos de longo prazo com a Petrobras. “O financiamento de longo prazo permite viabilizar investimentos na construção de embarcações e em projetos que incorporam novas tecnologias e soluções voltadas à eficiência operacional e ambiental”, disse a diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática do BNDES, Luciana Costa. O Elektra recebeu investimento de cerca de R$ 450 milhões e é a primeira entrega do Mar Aberto, programa voltado à renovação e à ampliação da frota do Sistema Petrobras. A embarcação seguirá agora para operar nas plataformas das bacias petrolíferas brasileiras. Durante a cerimônia, a presidente da Petrobras destacou que os investimentos que vêm sendo realizados pela companhia impulsionam um novo ciclo de negócios e oportunidades para a indústria naval e offshore e otimizam o retorno de capital da Petrobras. “São projetos que nos trazem mais eficiência e lucro. Quando utilizamos nossa própria frota estamos economizando recursos e valorizando o portfólio da Petrobras”, disse Magda. Ela enfatizou o compromisso da Petrobras com a renovação da frota, garantindo segurança e continuidade para a indústria nacional. “Essa primeira entrega comprova o que nós prometemos e cumprimos. São 48 barcos contratados até o final deste ano. Até o ano que vem, vamos alcançar um total de 96 embarcações, incluindo barcaças e empurradores. As empresas brasileiras estão tendo um desempenho excelente e estão vencendo todas as licitações”, destacou a presidente. Os projetos dos novos PSV incorporam sistemas mais modernos de geração e distribuição de energia, incluindo bancos de baterias, monitoramento de consumo por telemetria e possibilidade futura de operação parcial com combustível renovável.
Fonte: Portos e Navios | 20/Set/2026
📅 21/Set/2026
A trading de commodities Trafigura está abrindo sua crescente frota de VLCCs a investidores externos, com uma colocação privada de US$ 500 milhões e a planejada listagem em Oslo da recém-criada Volare Shipping. Constituída em Singapura, a Volare começará com seis VLCCs em operação e outros oito em construção, com entregas até 2028, o que dará à companhia uma frota de 14 navios ao fim do programa. A Trafigura permanecerá como acionista majoritária e continuará a fazer a gestão comercial das embarcações por meio de sua operação global de shipping. Sujeitas à conclusão da colocação e à aprovação da Euronext Oslo Børs, as ações devem começar a ser negociadas na Euronext Growth Oslo por volta de 5 de outubro. A captação de US$ 500 milhões deve financiar integralmente os compromissos de construção já assumidos pela Volare, deixando a companhia com uma plataforma para buscar nova expansão. O chefe de shipping da Trafigura, Andrea Olivi, presidirá o conselho da Volare, e Alexandre Duff foi nomeado CEO. A trading entrou no segmento de superpetroleiros próprios em 2024, com dois navios de 319 mil tpb encomendados ao estaleiro chinês Jiangsu New Hantong Ship Heavy Industry, ao qual voltou naquele mesmo ano para contratar mais três. O estaleiro entregou o primeiro navio de 319 mil tpb à Trafigura em 26 de junho deste ano, cerca de 40 dias antes do prazo; a embarcação foi batizada de Vive Ut Vivas. A New Hantong informou neste mês que a Trafigura já contratou ao menos 10 VLCCs no estaleiro, com entregas até 2030. A Volare afirmou que sua frota completa terá idade média de cerca de três anos em outubro de 2028. Os navios em construção são maiores que os VLCCs padrão, contam com revestimento adicional e sistemas de aquecimento nos tanques de carga e estão sendo construídos com capacidade bicombustível preparada para amônia. A Trafigura afirma gerenciar atualmente cerca de 500 navios, incluindo aproximadamente 250 petroleiros, o que dá à Volare acesso à carteira global de cargas, à operação de afretamento e às análises de mercado da trading.
Fonte: Splash247 | 21/Set/2026
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| # | Setor | Matéria | Fonte | Link |
|---|---|---|---|---|
| #01 | O&G | Maior edição da ROG.e começa hoje na esteira da descoberta da Petrobras na Margem Equatorial | Petronotícias | 🔗 |
| #02 | O&G | MPF pede suspensão de perfuração na Foz do Amazonas | Eixos | 🔗 |
| #03 | O&G | O mundo está ficando sem navios para transportar petróleo — e o frete disparou | InvestNews | 🔗 |
| #04 | Energia | ANEEL eleva previsão de alta da conta de luz para 9,4% em 2026 | Megawhat | 🔗 |
| #05 | Energia | ONS e ANEEL selecionam 5 distribuidoras para testar corte de MMGD solar | Agência iNFRA | 🔗 |
| #06 | Energia | Senador consegue liminar para ANEEL fiscalizar a Âmbar Energia no AM | Agência iNFRA | 🔗 |
| #07 | Gás | OAB-RJ defende que STJ autorize a exploração via fracking no país | Agência iNFRA | 🔗 |
| #08 | Gás | Paquistão garante segunda carga de GNL do Catar via Ormuz após acordo com o Irã | OilPrice | 🔗 |
| #09 | Mineração | CBMM planeja investimentos de R$ 13 bilhões até 2031 | Brasil Mineral | 🔗 |
| #10 | Mineração | Oceana Metals dobra área de terras raras no projeto Serra Negra, em Minas Gerais | Minera Brasil | 🔗 |
| #11 | Mineração | Aura Minerals obtém financiamento sindicalizado de US$ 200 milhões | Brasil Mineral | 🔗 |
| #12 | Marítimo | PSV híbrido ‘Starnav Elektra’ é entregue no Rio de Janeiro | Portos e Navios | 🔗 |
| #13 | Marítimo | Trafigura lança a Volare Shipping, empresa de VLCCs, com listagem planejada em Oslo | Splash247 | 🔗 |