← Voltar ao Portal

The Sector

Oil, Gás, Mineração & Energia
Terça-feira, 20 de outubro de 2026 Ed. #148 — Edição completa | Oil, Gás, Mineração & Energia
Hero da edição 2026-10-20

📊 Cotações — Referência 2026-10-20

Brent US$ 109,72 ▲ 0.16%
WTI US$ 98,47 ▼ -0.07%
PETR4 R$ 58,00 ▼ -2.82%
USD/BRL R$ 5,036 ▼ -0.08%
Ibovespa 205.079 pts ▼ -0.17%
VALE3 R$ 66,36 ▲ 0.23%
Minério Fe 62% US$ 90,95 ▲ 0.06%
Henry Hub US$ 3,01 ▼ -1.64%
Ouro US$ 4.151,00 ▼ -0.22%

📋 Resumo Executivo — 20/out/2026

📄 O&G · Matéria #01

Plataforma P-82 deixa estaleiro em Singapura rumo ao campo de Búzios

A plataforma P-82 deixou o estaleiro em Singapura em 18/10 rumo ao campo de Búzios, informou a Petrobras. O estaleiro é o Tuas Boulevard Yard, e o campo fica no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade tem previsão de entrar em operação em 2027. A P-82 integra o conjunto de seis plataformas da série 80 da Petrobras, com capacidade para produzir 225 mil barris de óleo por dia e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás. A unidade tem 345,3 metros de comprimento, 60 metros de largura e pesa mais de 100 mil toneladas, assim como a P-80, que iniciou viagem ao Brasil em 30 de setembro. As demais plataformas da série 80 — P-83, P-84 e P-85 — são destinadas aos campos de Búzios, Atapu e Sépia, todos no pré-sal da Bacia de Santos. “Mesmo com reconhecimento mundial em desenvolver e entregar plataformas de grande porte para operar nas águas profundas brasileiras, a Petrobras está sempre atenta a melhorias. Isso inclui o diálogo permanente com os estaleiros e os diversos fornecedores e a incorporação de lições aprendidas e inovações”, afirmou em nota Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras. Entre as plataformas próprias da estatal, a série 80 tem a maior capacidade produtiva, segundo a Petrobras. Segundo a Petrobras, a construção em série reduz custos e traz ganhos de produtividade nos estaleiros, além de acelerar o desenvolvimento do campo. Parte dos módulos de processo da P-82 foi fabricada no Estaleiro Seatrium Aracruz, no Espírito Santo. Também houve construção de módulos em Singapura e na China, posteriormente transportados para o estaleiro em Singapura para conclusão das obras. O modelo de contratação adotado foi o EPC (Engineering, Procurement, Construction and Commissioning), no qual a contratada é responsável pela engenharia, suprimentos, construção e comissionamento da unidade até a entrega para operação no Brasil. O campo de Búzios é operado pela Petrobras, que tem como parceiras a CNOOC e a CNPC, além da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). A previsão é de que o campo tenha 11 plataformas operando ao final de 2027. O envio da P-82 ocorre em meio à expansão da produção de Búzios, que atingiu 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) produzidos em 2023. À época, o campo operava com cinco FPSOs e produzia cerca de 680 mil boe/dia, o equivalente a 16,5% da produção nacional. A expectativa da estatal é que a capacidade instalada do ativo alcance 2 milhões de barris de óleo por dia até 2027. Em agosto de 2026, a Petrobras e a Seatrium batizaram em Singapura as plataformas P-80 e P-82, o nono e o décimo FPSOs do campo.

Fonte: Eixos | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

📄 O&G · Matéria #02

Produção de petróleo da União atinge 313 mil barris por dia em agosto

A parcela da União na produção de petróleo alcançou 313 mil barris por dia (bpd) em agosto, segundo a PPSA. O cálculo considera nove Contratos de Partilha de Produção (CPPs) e quatro Acordos de Individualização da Produção (AIPs). Desse volume, 285 mil bpd vieram dos contratos de partilha, com o Campo de Mero respondendo por 213,7 mil bpd, ou 75% do total. Os dados constam no Boletim Mensal de Produção, divulgado em 19/10 pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). A produção total de petróleo nos contratos de partilha, considerando a parcela da União e a dos consórcios, somou uma média de 1,9 milhão de bpd em agosto, alta de 3% em relação ao mês anterior. Segundo a PPSA, o avanço foi impulsionado pela entrada de um novo poço produtor no FPSO Bacalhau e pelo retorno da plataforma P-71, no campo de Itapu, após parada programada para manutenção. Desde 2017, a produção acumulada sob o regime de partilha chegou a 1,93 bilhão de barris. Desse total, 167,22 milhões de barris correspondem à parcela acumulada da União. A parcela da União na produção de gás natural atingiu 627 mil metros cúbicos por dia (m³/dia) em agosto, considerando cinco contratos de partilha e os AIPs de Tupi e Jubarte. O volume representa um aumento de aproximadamente 11% em relação a julho. Já a exportação de gás natural nos contratos de partilha, considerando a produção da União e dos consórcios, alcançou 10,689 milhões de m³/dia. O Campo de Búzios foi responsável pela maior parcela, com 9,056 milhões de m³/dia, equivalente a 85% do total.

Fonte: Petronotícias | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

📄 O&G · Matéria #03

Transocean soma US$ 550 milhões em contratos para duas sondas de águas ultraprofundas no Golfo do México

A Transocean somou cerca de US$ 550 milhões à carteira com contratos para duas sondas no Golfo do México. Os contratos contemplam campanhas de múltiplos poços para duas unidades construídas pela Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME), ambas baseadas no projeto DSME 12000. A sonda Deepwater Proteus, construída em 2015, recebeu um contrato para perfurar dez poços para uma operadora não identificada na região. Com capacidade para perfurar até 40 mil pés (12.192 metros), a unidade pode operar em lâminas d’água de até 10 mil pés (3.048 metros). A campanha, estimada em 700 dias, deverá acrescentar cerca de US$ 325 milhões à carteira de contratos da Transocean. O início está previsto para o primeiro trimestre de 2027, em continuidade direta ao contrato atualmente em execução pela sonda no Golfo do México. Já a Deepwater Conqueror, construída em 2016, foi contratada para uma campanha de cinco poços com uma operadora não identificada na mesma região. A unidade possui capacidades técnicas de alto padrão equivalentes às da Deepwater Proteus. O contrato prevê aproximadamente 450 dias de trabalho e deverá adicionar cerca de US$ 225 milhões à carteira de contratos, sem incluir as taxas de mobilização. O início está programado para o terceiro trimestre de 2027, em continuidade direta às atividades da sonda na Guiné Equatorial. Os novos contratos foram anunciados pouco depois de a Transocean conquistar compromissos de perfuração offshore que somam US$ 1,1 bilhão com a Shell e a Equinor.

Fonte: Petronotícias | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⚡ Energia · Matéria #04

CADE aprova operação que dá à Rima opções de compra de mais fatia em eólicas da Casa dos Ventos

O CADE aprovou operação que dá ao grupo Rima opções de compra de mais fatia em eólicas da Casa dos Ventos no RN. Aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a operação prevê a concessão de opções de compra de participação acionária adicional na RDVE Subholding, atualmente detida pela Casa dos Ventos. A RDVE controla quatro sociedades de propósito específico (SPEs) responsáveis pelas usinas Ventos de Santa Lívia, Ventos de São Leão I, Ventos de São Longino e Ventos de São Ludgero. A operação representa uma nova etapa da parceria entre a Casa dos Ventos e o grupo Rima, e envolve as subsidiárias Rima Industrial, Inonibras Inoculantes e a Ferro Ligas Nipo Brasileiros. As empresas mantêm investimentos conjuntos em geração renovável para autoprodução de energia. Segundo os documentos apresentados ao CADE, a operação envolve uma participação adicional àquela que já havia sido objeto de opção de compra anteriormente aprovada pelo órgão antitruste. Os percentuais de participação acionária envolvidos, o valor da operação e a capacidade instalada dos empreendimentos não foram divulgados no processo. Ao CADE, o grupo Rima justificou a operação como uma oportunidade de ampliar a autoprodução de energia renovável integrada à sua cadeia produtiva. A companhia atua na produção e comercialização de ligas à base de silício e magnésio e utiliza a energia elétrica como insumo em suas atividades industriais. Já para a Casa dos Ventos, o negócio representa uma oportunidade de investimento para expandir seus projetos de geração renovável no Brasil. O Grupo Rima informou que sua atuação nos mercados de geração e comercialização de energia é acessória às atividades industriais, com foco no suprimento de suas unidades produtivas. Além da participação na RDVE, o grupo mantém investimentos nos projetos solares Paracatu I, em Minas Gerais, e Belmonte I, em Pernambuco. No mercado livre, a Rima também realiza a compra de energia necessária à produção industrial e, quando necessário, comercializa excedentes. A relação entre as empresas inclui outras operações de autoprodução de energia renovável. Em julho de 2024, o CADE aprovou, sem restrições, a aquisição de participação adicional da Rima em quatro eólicas da Casa dos Ventos, que somam 268,6 MW, no Rio Grande do Norte. A parceria nesses empreendimentos havia sido firmada em agosto de 2022 e envolve as usinas Ventos de Santa Leia 01, 03, 05 e 13, localizadas nos municípios de Caiçara do Rio do Vento e Lajes. Em fevereiro de 2025, o CADE também autorizou uma operação envolvendo a participação da Rima em projetos eólicos da Casa dos Ventos no Ceará, por meio da TGR Subholding 1. A estrutura reúne as SPEs responsáveis pelas usinas Ventos de São Rafael 03, de 63 MW, e Ventos de São Rafael 06, de 58,5 MW. As empresas também anunciaram, em dezembro de 2024, um acordo de R$ 1 bilhão para fornecimento de energia do complexo eólico Serra do Tigre, no Rio Grande do Norte, com potência instalada prevista de 756 MW. O contrato prevê fornecimento por 15 anos, a partir de 2026.

Fonte: Megawhat | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⚡ Energia · Matéria #05

Técnicos da ANEEL propõem ‘venda’ de excesso de GD solar a partir de janeiro

Técnicos da ANEEL propõem que distribuidoras liquidem no curto prazo o excesso de GD solar a partir de janeiro de 2027. O excesso de MMGD (Micro e Minigeração Distribuída) solar nas redes seria liquidado no mercado de curto prazo. A medida, que já tinha recebido aval da Procuradoria Federal, pode resultar em redução nas tarifas dos consumidores através da “venda” da geração excedente via PLD (Preço de Liquidação das Diferenças, referência para comercialização de energia). O processo teve nota técnica e AIR (Análise de Impacto Regulatório) publicados em 16/10 e foi sorteado em 19/10 para relatoria do diretor Willamy Frota. A recomendação é que seja aberta consulta pública para implementação da mudança em fases. A primeira, em janeiro, seria uma espécie de regra transitória para atenuar o problema de consumo líquido negativo na apuração da carga das distribuidoras. Depois, a proposta é avançar para demais processos que utilizam a carga da distribuidora como referência. A ideia nasceu de sugestões de distribuidoras e da própria CCEE como uma forma de mitigar distorções contábeis no mercado, uma vez que o excesso de MMGD não é contabilizado pela CCEE. Segundo a entidade, essas assimetrias geraram um impacto financeiro de cerca de R$ 225 milhões ao longo de 2025. O montante não contabilizado teria alcançado a média anual de 109 MWm (megawatts médios) em 2025. Sem a contabilização, os valores de carga negativa da distribuidora são substituídos por zero. Como consequência, o excesso de geração da MMGD é “implicitamente apropriado pelos demais agentes do SIN (Sistema Interligado Nacional), via redução das perdas da Rede Básica, gerando distorções no balanço energético dos agentes de distribuição diretamente afetados”, diz a área técnica da ANEEL. O problema tende a se agravar, dado o crescimento da GD e a abertura do mercado para consumidores de baixa tensão. A área técnica analisou três alternativas. A primeira mantém as regras e os procedimentos vigentes, sem contabilização do excesso de geração da MMGD. A segunda permite a apuração do excedente, a inclusão no balanço energético da distribuidora com liquidação no mercado de curto prazo e a correção das perdas da rede básica. E a terceira incorpora a segunda, mas muda outras regras que levam em conta a carga das concessionárias. A proposta é que a segunda alternativa seja implementada desde já, enquanto a terceira, mais complexa, seja debatida na consulta pública para adoção futura. “Embora apresente maior complexidade operacional, a alternativa 3 confere maior transparência, corrige as distorções no balanço energético e nas perdas da Rede Básica, amplia a coerência entre as regras de comercialização e o PRORET (Procedimentos de Regulação Tarifária) e evita que uma mesma energia seja reconhecida como recurso em alguns processos e desconsiderada em outros”, conclui a nota técnica.

Fonte: Agência iNFRA | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⚡ Energia · Matéria #06

Transmissoras precisam de aval da ANEEL para disputar leilões de baterias, diz parecer

Transmissoras só podem disputar leilões de baterias com autorização prévia da ANEEL, segundo parecer da Procuradoria Federal. As concessionárias de transmissão podem participar dos leilões de reserva de capacidade com baterias (BESS), desde que cumpram condições previstas nos contratos de concessão. Entre elas está a demonstração de benefícios para os consumidores, com a possibilidade de reversão total ou parcial das receitas obtidas com a nova atividade para a modicidade tarifária. O entendimento é da Procuradoria Federal junto à ANEEL, que analisou a possibilidade de atuação das transmissoras no segmento de armazenamento a partir de uma consulta envolvendo a Taesa. A companhia solicitou à agência a ratificação de seu entendimento de que poderia disputar futuros leilões de reserva de capacidade na forma de potência (LRCAP) com sistemas de armazenamento autônomos. A Procuradoria concluiu que não há proibição legal para que transmissoras desenvolvam atividades fora do objeto de suas concessões, diferentemente das restrições expressas impostas às distribuidoras. A participação nos certames, contudo, não é automática e depende das condições estabelecidas nos contratos de transmissão. A Taesa discorda de parte desse entendimento. Em posicionamento enviado à MegaWhat, a companhia afirmou que o marco regulatório já dispõe de mecanismos suficientes para permitir a participação dos agentes, sem a necessidade de uma exigência adicional de autorização contratual prévia. A transmissora também contesta a classificação das receitas fixas dos contratos de armazenamento como receitas acessórias da transmissão. Segundo a empresa, os empreendimentos possuem patrimônio, contabilidade, financiamento, obrigações e outorgas próprios, o que justificaria o tratamento independente dessas receitas. O parecer considera juridicamente admissível que concessionárias de transmissão participem dos leilões de baterias por meio de subsidiárias ou sociedades de propósito específico (SPEs) com objeto social próprio. Essa estrutura, no entanto, não dispensa a autorização regulatória. Segundo a Procuradoria, o exercício de atividades fora do objeto da concessão depende de anuência prévia da ANEEL, independentemente de ocorrer diretamente pela transmissora ou por meio de outra empresa controlada. A análise tomou como referência cláusulas do contrato de concessão nº 05/2023 da Taesa, que permitem o desenvolvimento de outras atividades empresariais, desde que observadas as exigências regulatórias. Entre as condições apontadas estão a manutenção de registros contábeis, demonstrações financeiras, fluxos de caixa, contratos e relatórios gerenciais individualizados, de forma a impedir a confusão patrimonial entre a concessão de transmissão e os negócios de armazenamento. A fiscalização dessas condições caberia à Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira (SFF) da ANEEL.

Fonte: Megawhat | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⚡ Energia · Matéria #07

Belo Monte terá reforço de segurança durante período eleitoral

O Ministério da Justiça autorizou o emprego da Força Nacional em Belo Monte (PA) por 90 dias, após pedido da Norte Energia. O Ministério de Minas e Energia (MME) recomendou o reforço da segurança da usina, com a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), diante do risco de vandalismo no período eleitoral e das negociações para renovar a licença de operação. Os agentes atuarão na região em apoio aos órgãos de segurança pública federais e estaduais. A medida atende a uma solicitação formal da concessionária Norte Energia, responsável pela usina e que manifestou preocupação com a continuidade do funcionamento do ativo. Em documento enviado em setembro, a empresa pediu apoio para reforçar a segurança patrimonial e operacional da hidrelétrica. Considerando a relevância estratégica de Belo Monte para o Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), o MME recomendou a presença da Força Nacional entre o início de outubro de 2026 e o final de janeiro de 2027, período que abrange a posse presidencial. Segundo a pasta, o objetivo é mitigar possíveis ameaças ao empreendimento e garantir a disponibilidade da usina para o atendimento ao sistema elétrico nacional. A licença de operação do empreendimento, emitida pelo IBAMA em novembro de 2015, venceu em 2021 e a usina opera atualmente sob prorrogação legal enquanto o processo de revisão técnica e de renovação tramita no órgão ambiental. O principal ponto da discussão técnica no IBAMA envolve a definição de um novo hidrograma para a Volta Grande do Xingu, que é o volume de água liberado no leito do rio em vez de desviado para a usina, afetando a reprodução de peixes e as comunidades ribeirinhas e indígenas. Em nota enviada à MegaWhat, a Norte Energia informou que a usina opera em total normalidade, garantindo sua contribuição contínua para o Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo que a atuação da Força Nacional na região possui caráter preventivo e planejado. “A medida se dá no âmbito da interlocução constante entre a companhia, o Ministério de Minas e Energia (MME), as autoridades estaduais e o Ministério da Justiça, refletindo a importância estratégica do empreendimento. O foco da ação é apoiar as forças estaduais e federais na preservação da ordem pública e integridade das pessoas e patrimônio. A definição do contingente e das instalações patrulhadas obedece exclusivamente ao planejamento da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública”, diz trecho da nota. A Norte Energia ainda destacou que mantém ampla cooperação com as autoridades públicas federais e estaduais sem prejuízo de seus investimentos próprios, adequados e permanentes, em segurança patrimonial preventiva de suas instalações. A Força Nacional atuará em conjunto com os órgãos de segurança pública do Pará, sob coordenação da Polícia Federal. O número de agentes mobilizados será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública. A operação terá caráter temporário e planejado, com foco na preservação da ordem pública e na proteção das pessoas e do patrimônio.

Fonte: Megawhat | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⛏️ Mineração · Matéria #08

B3 quer aproximar pequenas mineradoras do mercado de capitais para financiar novos projetos no Brasil

A B3 quer se aproximar de mineradoras de menor porte em fase inicial de projetos, disse diretora da Bolsa. A B3, a bolsa brasileira, pretende estreitar sua relação com o setor mineral. A iniciativa busca reduzir a distância entre o potencial geológico brasileiro e as fontes de financiamento necessárias para transformar recursos minerais em empreendimentos produtivos. A sinalização foi feita por Flávia Mouta, diretora de Listagem e Relacionamento da B3, durante o Encontro de Executivos do Setor Mineral, promovido pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), na sede da B3, em São Paulo. O evento reuniu lideranças e especialistas para discutir o posicionamento estratégico do Brasil nas cadeias minerais globais, sob o tema “Avançar no presente para liderar no futuro”. Segundo a executiva, embora a Bolsa mantenha relacionamento consolidado com grandes companhias do setor, ainda existe espaço para avançar na conexão com empresas menores, responsáveis pelo desenvolvimento de projetos que poderão ampliar a produção mineral brasileira nos próximos anos. “Talvez o ponto mais importante que a gente gostaria de deixar aqui como mensagem é que queremos estreitar ainda mais a relação da B3 com o setor mineral”, afirmou. Flávia reconheceu que a instituição precisa ampliar sua atuação junto às empresas que estão começando sua trajetória de desenvolvimento mineral. “A gente tem listagem de companhias muito grandes, mas como a gente se aproxima também das companhias que estão liderando o início dos seus projetos, das companhias menores que estão no início dessa jornada? Acho que a gente reconhece que tem um gap aqui e precisa intensificar essa agenda desde o seu momento muito inicial”, destacou. A diretora ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua participação nas cadeias globais de minerais críticos e estratégicos, mas precisa encontrar mecanismos capazes de transformar essa vantagem geológica em desenvolvimento industrial e econômico. Para ela, o desafio não está apenas na disponibilidade de recursos minerais, mas na capacidade de agregar valor, desenvolver empreendimentos e mobilizar investimentos. “Como a gente usa todo o potencial que já tem, a posição privilegiada que o Brasil possui em minerais críticos, para alavancar ainda mais a nossa indústria? O desafio não é só ter os recursos, porque isso já é o óbvio. É como agregar mais valor e desenvolver esses projetos para que consigam estimular ainda mais a economia do país”, afirmou. A discussão ganha relevância diante do crescimento da demanda internacional por minerais utilizados na transição energética, na digitalização da economia e no desenvolvimento de novas tecnologias. Flávia também destacou que a recente edição da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos reforçou a importância do tema na agenda econômica brasileira. A executiva não anunciou, durante a apresentação, novos instrumentos específicos de captação nem cronograma para implementá-los.

Fonte: Minera Brasil | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⛏️ Mineração · Matéria #09

SGB avalia dar acesso exclusivo temporário a dados de levantamentos aéreos a quem ajudar a financiá-los

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) avalia dar acesso exclusivo temporário a dados a quem financiar levantamentos aéreos. A possibilidade preocupa por poder dar a grandes financiadores a primeira escolha de áreas promissoras antes dos rivais menores. A proposta surge quando o Brasil prepara um plano decenal de levantamentos geofísicos estimado em R$ 3,3 bilhões (US$ 650 milhões). O SGB disse que o orçamento proposto inclui R$ 300 milhões por ano para ampliar o conhecimento do potencial mineral do país, sujeito à aprovação do Congresso. O presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, disse em respostas escritas ao The Northern Miner que o acesso exclusivo daria ao financiador "uma vantagem temporária associada à participação do investidor no financiamento de um levantamento específico", se for juridicamente possível. O Código de Mineração dá prioridade ao primeiro requerente qualificado para direitos de pesquisa em áreas disponíveis, e o acesso antecipado aos dados poderia ajudar o financiador a identificar e requerer áreas antes dos concorrentes. Quem tiver acesso antecipado a um levantamento regional "poderá requerer as melhores áreas antes de todos", afirmou Luís Maurício Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM). O SGB negocia com a Petrobras e a Vale o financiamento de levantamentos para minerais críticos, segundo Simões. "Há conversas em andamento com Petrobras, Vale e outros, mas até agora não há instrumento assinado com essas empresas", disse. A Vale não quis comentar e a Petrobras, que esteve no lançamento de 28 de setembro, não respondeu. O SGB e o Ministério de Minas e Energia abriram em 28 de setembro consulta pública sobre o PlanGeo Geofísica, que vai até 28 de outubro e permite sugerir áreas prioritárias. O SGB não definiu a duração da exclusividade; qualquer acordo precisaria de base legal e de convênio formal, e todos os dados se tornariam públicos ao fim do prazo. Atualmente, os dados aerogeofísicos do SGB são gratuitos. Antes de 2017, as empresas pagavam por eles. Como precedente, num levantamento de 2019 em Cobar (Nova Gales do Sul), na Austrália, empresas pagaram por 800 km adicionais de linhas de voo; os resultados ficaram fora da divulgação pública inicial, com publicação prevista após moratória de 12 meses.

Fonte: Mining.com | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

⛏️ Mineração · Matéria #10

Power Minerals encontra 40,5% de óxidos de terras raras em amostra do projeto Morro do Ferro, em Minas Gerais

A Power Minerals identificou 40,5% de óxidos totais de terras raras (TREO) em amostra de 1,2 m no Morro do Ferro (MG). O resultado, obtido a 42 metros de profundidade no furo de sondagem MFSR-057, é o maior teor individual registrado até o momento no empreendimento, segundo comunicado divulgado pela companhia à Bolsa de Valores da Austrália (ASX). A mesma sondagem identificou um intervalo contínuo de 111 metros, a partir da superfície, com teor médio de 8,25% de TREO. Dentro desse trecho, foram registrados 51 metros com média de 15,42%, incluindo um intervalo de 15 metros com teor médio de 20,42%. A empresa também informou que cinco amostras individuais do furo apresentaram concentrações superiores a 20% de TREO. Na amostra de maior concentração, o teor de óxidos de terras raras magnéticas (MREO) chegou a 7,73%. Esses elementos têm importância industrial por sua utilização na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho, empregados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e outras tecnologias avançadas. Os resultados ampliam o conhecimento sobre a extensão e a continuidade da mineralização no Morro do Ferro e deverão contribuir para os trabalhos de preparação da primeira estimativa de recursos minerais do projeto. A Power Minerals informou que as sondagens continuam e que novos resultados laboratoriais serão divulgados à medida que estiverem disponíveis. O furo MFSR-057 foi executado entre seções investigadas anteriormente, com o objetivo de verificar a continuidade das zonas mineralizadas. De acordo com a companhia, os resultados ampliaram a mineralização em profundidade e confirmaram a presença de teores elevados de terras raras entre diferentes seções do depósito, a noroeste da seção-base da campanha inicial de sondagem. Em declaração divulgada pela empresa, o diretor-presidente da Power Minerals, Alistair Stephens, classificou os resultados como interseções de padrão mundial, destacando a combinação entre a extensão da mineralização desde a superfície e os altos teores identificados.

Fonte: Minera Brasil | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

🔥 Gás · Matéria #11

ANP adia para 19 de novembro a audiência pública do Gas Release, antes marcada para 21 de outubro

A diretoria da ANP adiou, em 19/10, a audiência pública do Gas Release de 21/10 para 19/11. A decisão foi aprovada por unanimidade, em votação pelo Circuito Deliberativo, e vem após movimentações da Petrobras, públicas e nos bastidores, para protelar o rito regulatório, segundo a Agência iNFRA. A audiência, antes prevista para 21/10, será realizada somente em 19 de novembro, em dois turnos: das 10h às 12h e das 14h às 18h. As inscrições dos agentes ficam reabertas até 5 de novembro, sendo preservadas as já realizadas. Petrobras e alas do governo contrárias ao Gas Release já pressionavam informalmente pela protelação havia meses, ao que o colegiado resistia, e finalmente cedeu em "demonstração de boa vontade", segundo um observador. Em setembro, a diretoria havia rejeitado os pedidos da Petrobras e do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) para adiar a consulta. A consequência mais imediata é que o processo só chegaria à votação na diretoria da ANP após mais uma troca no colegiado: em 9 de novembro termina o mandato do diretor Fernando Moura, que será substituído de forma interina pela superintendente de Tecnologia e Meio Ambiente, Amanda Gondim. A ANP pretendia concluir a regulamentação até o fim do ano.

Fonte: Agência iNFRA | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

🚢 Marítimo · Matéria #12

Super Porto Verde, em Itacoatiara (AM), inicia operação com transbordo de 27 mil t de milho para o Marrocos

O Super Porto Verde (Itacoatiara, AM) fez seu primeiro transbordo: cerca de 27 mil t de milho para o Marrocos, diz a Super Terminais. A Super Terminais, dona do terminal, destacou que a estreia do sistema flutuante de transbordo de granéis, que a empresa apresenta como o maior das Américas, reforça a infraestrutura disponível para o escoamento da produção agrícola brasileira pelo Arco Norte. Com investimento de R$ 250 milhões, segundo a empresa, o empreendimento atende à demanda por movimentação de commodities e fertilizantes destinados à exportação e à importação. Localizado a cerca de 175 quilômetros de Manaus, o Super Porto Verde ocupa uma área portuária de 300 mil metros quadrados, conta com 240 metros de extensão e 18 metros de largura, e é equipado com três guindastes elétricos Sennebogen 895E, que estão entre os maiores do mundo na categoria. Os equipamentos possuem capacidade operacional de até 2.100 toneladas por hora. A Super Terminais ressaltou que a estrutura permitirá a atracação simultânea de um navio Panamax de até 50 mil toneladas e seis barcaças, com previsão de operação em até 36 horas. A configuração busca reduzir gargalos logísticos e aumentar a previsibilidade operacional para tradings e operadores do setor agrícola. “A realização do primeiro transbordo marca um novo capítulo na história do Super Terminais e da região Norte. O Super Porto Verde fortalece o papel do Amazonas na logística de exportação de commodities agrícolas e impulsiona a economia de Itacoatiara com a geração de novos postos de trabalho”, afirmou em nota Marcello Di Gregorio, diretor-geral da Super Terminais. A empresa afirma que a implantação da infraestrutura logística está associada à estratégia de sustentabilidade da companhia, visto que o transporte hidroviário está entre as alternativas de menor emissão de carbono para o deslocamento de grandes volumes de carga, especialmente em longas distâncias. Em sua instalação em Manaus (AM), a Super Terminais opera cargas conteinerizadas, cargas de projetos e cargas soltas, nacionais ou de importação.

Fonte: Portos e Navios | 19/Out/2026

🔗 Ver fonte original

💡 Análise Estratégica

💬 OPINIÃO DA REDAÇÃO — Análise Estratégica

Esta seção contém opinião editorial e não constitui recomendação de investimento.

Movimento setorial: Energia concentra a edição (4 matérias), seguida por O&G (3) e Mineração (3); Gás e Marítimo têm uma cada. A pauta de Energia é majoritariamente regulatória (ANEEL, CADE), o que indica onde a atenção de reguladores e investidores deve estar nos próximos dias.
Macro brasileiro: O fio comum desta edição é capital e financiamento: B3 mirando mineradoras juniores, SGB buscando financiadores privados para levantamentos, contratos de sondas e investimento em portos e eólicas. Nenhuma matéria trata diretamente de câmbio, juros ou risco-país; os indicadores acima dão o pano de fundo de mercado.
Sinal regulatório: Órgãos citados: ANEEL (2 matérias), MME (2), PPSA (2), ANP (1), CADE (1), IBAMA (1), SGB (1). Petrobras aparece em 3 matérias como parte interessada, não como reguladora. Próximos marcos: audiência do Gas Release na ANP (19/11) e fim da consulta pública do PlanGeo no SGB (28/10).

📚 Fontes — Validação de Conteúdo

Toda matéria desta edição foi compilada a partir das fontes oficiais listadas abaixo. Clique para ler o original.

# Setor Matéria Fonte Link
#01 O&G Plataforma P-82 deixa estaleiro em Singapura rumo ao campo de Búzios Eixos
#02 O&G Produção de petróleo da União atinge 313 mil barris por dia em agosto Petronotícias
#03 O&G Transocean soma US$ 550 milhões em contratos para duas sondas de águas ultraprofundas no Golfo do México Petronotícias
#04 Energia CADE aprova operação que dá à Rima opções de compra de mais fatia em eólicas da Casa dos Ventos Megawhat
#05 Energia Técnicos da ANEEL propõem ‘venda’ de excesso de GD solar a partir de janeiro Agência iNFRA
#06 Energia Transmissoras precisam de aval da ANEEL para disputar leilões de baterias, diz parecer Megawhat
#07 Energia Belo Monte terá reforço de segurança durante período eleitoral Megawhat
#08 Mineração B3 quer aproximar pequenas mineradoras do mercado de capitais para financiar novos projetos no Brasil Minera Brasil
#09 Mineração SGB avalia dar acesso exclusivo temporário a dados de levantamentos aéreos a quem ajudar a financiá-los Mining.com
#10 Mineração Power Minerals encontra 40,5% de óxidos de terras raras em amostra do projeto Morro do Ferro, em Minas Gerais Minera Brasil
#11 Gás ANP adia para 19 de novembro a audiência pública do Gas Release, antes marcada para 21 de outubro Agência iNFRA
#12 Marítimo Super Porto Verde, em Itacoatiara (AM), inicia operação com transbordo de 27 mil t de milho para o Marrocos Portos e Navios