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The Sector

Oil, Gás, Mineração & Energia
Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 Ed. #151 — Edição completa | Oil, Gás, Mineração & Energia
Hero da edição 2026-10-23

📊 Cotações — Referência 2026-10-23

Brent US$ 114,21 ▲ 0.92%
WTI US$ 100,61 ▲ 1.15%
PETR4 R$ 57,83 ▲ 0.14%
USD/BRL R$ 5,052 ▼ -0.05%
Ibovespa 204.120 pts ▼ -1.15%
VALE3 R$ 61,49 ▼ -3.97%
Minério Fe 62% US$ 90,73 ▼ -0.13%
Henry Hub US$ 2,72 ▼ -2.72%
Ouro US$ 4.029,50 ▼ -0.76%

📋 Resumo Executivo — 23/out/2026

📄 O&G · Matéria #01

PPSA vende 100% dos lotes do primeiro leilão de gás da União; arrecadação estimada é de R$ 377 milhões

A PPSA vendeu todo o 1,1 milhão de m³/dia ofertado no primeiro leilão de gás da União, em 22 de outubro. A entrega está prevista entre março e dezembro de 2027, e a arrecadação estimada para os cofres públicos é de R$ 377 milhões. Os 110 lotes de 10 mil m³/dia foram arrematados por 23 empresas de cinco setores industriais, entre elas Vale, Gerdau, CSN, Samarco e Braskem. O certame ocorreu na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. Segundo a PPSA, o leilão registrou ágio médio de 35%. O preço médio estimado do gás para a indústria ficou em US$ 5,83 por milhão de BTU (MMBtu). O secretário nacional de Petróleo do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra, destacou a redução dos preços em relação aos valores pagos atualmente pelos setores participantes. No segmento vidreiro, a queda foi de 38%. Para a indústria ceramista, a redução chegou a 56%, enquanto os segmentos de mineração, siderurgia e metalurgia tiveram recuo de 46%. Nos setores químico e petroquímico, a diminuição foi de 56%, e, no de fertilizantes, de 57%. O prêmio inicial de cada lote foi fixado em US$ 1,80 por MMBtu, com incrementos mínimos de US$ 0,02 durante a disputa. No bloco destinado às indústrias química e petroquímica, foram comercializados 35 lotes, equivalentes a 350 mil m³/dia. As vencedoras foram Braskem, Evonik Brasil, Ingredion, Peróxidos do Brasil e Rhodia Brasil. O prêmio informado para o segmento foi de US$ 1,92 por MMBtu. Para o setor vidreiro, foram ofertados dez lotes, totalizando 100 mil m³/dia. AGC Vidros do Brasil, Cebrace Cristal Plano e Wheaton Brasil Vidros venceram a disputa, com prêmio de US$ 4 por MMBtu. O bloco destinado à indústria ceramista reuniu 20 lotes, correspondentes a 200 mil m³/dia. O prêmio informado foi de US$ 1,86 por MMBtu. Já o leilão para o setor de fertilizantes nitrogenados ofertou 13 lotes, equivalentes a 130 mil m³/dia. Multitecnica Industrial e Yara Brasil venceram o certame, com prêmio de US$ 1,82 por MMBtu. No bloco de mineração, siderurgia e metalurgia, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Gerdau Aços Longos, a Samarco, a Ternium Brasil e a Vale levaram os 32 lotes ofertados, que somam 320 mil m³/dia, com prêmio médio de US$ 3,09 por MMBtu e menor prêmio vencedor de US$ 2,30, segundo a Agência iNFRA. O preço do gás será calculado com base em uma fórmula que considera 115% da média das cotações diárias do Henry Hub e a média das taxas diárias de câmbio, ambas apuradas no mês anterior ao fornecimento. A esses valores será acrescentado o prêmio vencedor do leilão correspondente a cada volume contratado. Em entrevista a jornalistas depois do leilão, o diretor-presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, disse que no ano que vem a empresa prevê realizar um novo leilão para ofertar 1,8 milhão de metros cúbicos diários de gás natural. Paroli afirmou que a PPSA vai monitorar para que as vencedoras não revendam o gás com margem sobre o preço do leilão, e que há penalidades para isso. Para Dutra, o fato de não ter havido uma segunda rodada é evidência de demanda reprimida por gás natural a valor competitivo na indústria.

Fonte: Petronotícias | 22/Out/2026

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📄 O&G · Matéria #02

Brent fecha a US$ 113,17, maior nível desde maio, com ataques entre houthis e Arábia Saudita

O Brent para dezembro fechou a US$ 113,17 o barril em 22 de outubro, alta de 4% e maior nível desde meados de maio. A alta foi de US$ 4,35, e o contrato foi negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O WTI para o mesmo mês subiu 2,39% (US$ 2,32), a US$ 99,47 o barril, na Nymex. A alta foi impulsionada pelos ataques dos houthis, do Iêmen, à infraestrutura energética da Arábia Saudita. As defesas aéreas sauditas interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação no campo petrolífero de Shaybah, da Saudi Aramco, um dos maiores do Reino. A continuidade das tensões levou os Estados Unidos a ordenarem, na noite de 21 de outubro, que o pessoal governamental não essencial e suas famílias deixem a Arábia Saudita. Segundo o The Wall Street Journal, as Forças Armadas americanas preparam opções para possíveis ataques ao Irã. O presidente Donald Trump afirmou que Washington não atacará o Irã antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, e, segundo o Financial Times, impediu uma ação de Israel. Trump também disse que Teerã estaria fazendo "tudo o que pode" para elevar o preço do petróleo antes do pleito. Para o analista Samer Hasn, da XS.com, os preços retomam a subida em meio a sinais que aumentam a probabilidade de nova escalada no Oriente Médio, o que "poderia interromper o fornecimento de petróleo da região em uma escala ampla e de uma forma que poderia ser estrutural". Veículos de imprensa do Irã afirmam que sete petroleiros foram incendiados, atingidos por ataques ou danificados em Ormuz na madrugada de 22 de outubro. Se confirmado, seria o maior número de embarcações atingidas em um único dia desde o início da guerra contra os EUA, em fevereiro. Em paralelo, nova troca de ataques entre Rússia e Ucrânia atingiu infraestruturas de energia em zonas industriais, segundo a Reuters.

Fonte: Eixos | 22/Out/2026

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📄 O&G · Matéria #03

Exportações do Rio crescem 20% e somam US$ 38,3 bilhões até agosto, aponta Firjan

As exportações do estado do Rio somaram US$ 38,3 bilhões de janeiro a agosto, alta de 20% sobre o mesmo período de 2025. A indústria de petróleo e gás foi responsável pelo desempenho positivo, com o mesmo índice de crescimento, atingindo US$ 30,5 bilhões, o que representa 80% da pauta exportadora estadual. Os dados são do Boletim Rio Exporta, produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A análise revela também que, no total, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 55,3 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 251 bilhões e importações de US$ 196 bilhões. O aumento das exportações de óleos brutos de petróleo no estado do Rio de Janeiro pode ser explicado pelo crescimento de 207% nos embarques destinados à Índia (US$ 2,7 bilhões) e de 51% à China (US$ 16,9 bilhões) – principal parceiro comercial fluminense. Em contrapartida, os negócios exteriores com os Estados Unidos diminuíram 50%, um valor total de US$ 1,3 bilhão. No que se refere às importações de petróleo, o volume somado no período foi de US$ 1,9 bilhão, indicando uma variação positiva de 24% em relação ao mesmo período de 2025. As compras originárias da Arábia Saudita, principal fornecedora do insumo (US$ 1,4 bilhão; 72% do total importado), apresentaram aumento de 17%. As exportações fluminenses, desconsiderando petróleo, registraram crescimento de 22% (US$ 7,8 bilhões). O mercado norte-americano manteve-se como o principal destino nesta categoria, com participação de 34% e movimentação de US$ 2,7 bilhões. No entanto, houve redução de 52% nas exportações para os Países Baixos (US$ 103 milhões), em decorrência da redução de 96% nas vendas de óleos combustíveis (US$ 3,4 milhões). O destaque ficou para os embarques de automóveis de passageiros, com aumento de mais de 1.000%, somando US$ 69,3 milhões, principalmente destinados ao México. No total, as importações fluminenses somaram US$ 16,5 bilhões no acumulado de janeiro a agosto, representando uma queda de 16% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A principal indústria importadora foi a de Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com US$ 3,3 bilhões em importações, mas com variação negativa de 48%. O recuo é atribuído, principalmente, à queda de 98% nas importações de motores e turbinas para aviação e suas partes, que no período somaram US$ 56,0 milhões, menos de 1% da pauta importadora do estado. Nas importações fluminenses, excluindo petróleo, a queda foi de 20% do valor acumulado de 2026 (US$ 14,6 bilhões), devido, entre outras questões, ao recuo de 16% das compras do MERCOSUL (US$ 791 milhões).

Fonte: Petronotícias | 22/Out/2026

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⚡ Energia · Matéria #04

Data centers podem levar Paraguai a usar toda sua parte de Itaipu

Um data center da Crusoe no Paraguai, de até 280 MW, pode reduzir ainda mais o excedente de Itaipu enviado ao Brasil. O consumo de energia paraguaio já vem reduzindo esse excedente, e o empreendimento foi anunciado na semana de 19 de outubro pelo governo dos Estados Unidos. O empreendimento começará a operar em 2027 e poderá alcançar 280 MW no longo prazo, potência que, se utilizada continuamente, equivaleria a quase 25% da energia da parcela paraguaia recebida pelo Brasil em 2025. A usina binacional, que tem 14 mil MW de potência instalados, tem a geração de energia dividida de forma igual entre Brasil e Paraguai. O país vizinho, porém, historicamente não utiliza toda a capacidade disponível, e o Brasil é obrigado a comprar o excedente por um preço acordado entre as alas diplomáticas de seus respectivos governos. Após décadas de estagnação, o consumo de eletricidade no Paraguai tem crescido, ancorado, principalmente, na chegada de data centers voltados para mineração de criptomoedas, atraídos pelo baixo preço da energia. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME), entre 2023 e 2025, o fornecimento de Itaipu ao Paraguai aumentou 32%, enquanto a energia da parcela paraguaia destinada ao Brasil caiu 53%. O anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos marca um novo momento dessa expansão do consumo de energia do Paraguai. A americana Crusoe divulgou na quinta-feira, 22 de outubro, detalhes da parceria com a paraguaia Araico para desenvolver o empreendimento. A primeira etapa deverá entrar em operação em meados de 2027, com expansão até 106 MW de capacidade de tecnologia da informação (TI), cerca de 10% da energia excedente de Itaipu enviada ao Brasil ano passado. No longo prazo, a empresa prevê a possibilidade de ampliação até os cerca de 280 MW, ou 23,5% do total exportado em 2025. “Esse montante é pequeno, mas pode ser o começo de um novo negócio para Itaipu, o que, naturalmente, pode aumentar a utilização pelo Paraguai dessa energia, com implicações para o Brasil”, disse Luiz Barroso, CEO da PSR, à MegaWhat. Para Barroso, a atração de novos data centers poderá, no longo prazo, levar o Paraguai a utilizar toda a sua parcela da produção de Itaipu, eliminando o excedente atualmente destinado ao Brasil. Segundo dados do MME, o volume de energia da parcela paraguaia comercializado no Brasil caiu de 22,203 milhões de MWh em 2023 para 12,973 milhões de MWh em 2024 e 10,455 milhões de MWh em 2025. No mesmo período, o fornecimento de Itaipu ao Paraguai aumentou de 19,515 milhões de MWh para 25,768 milhões de MWh. Segundo o presidente da EPE, Thiago Prado, a redução do excedente destinado ao Brasil já é considerada nos estudos de planejamento. Ele citou como exemplo a decisão de revitalizar inicialmente apenas um dos dois bipolos do sistema de transmissão em corrente contínua que transporta a energia de Itaipu entre Foz do Iguaçu (PR) e Ibiúna (SP).

Fonte: Megawhat | 22/Out/2026

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⚡ Energia · Matéria #05

Voltalia reduz cortes de geração de energia em 41% no Brasil

A Voltalia reduziu em 41% os cortes de geração no Brasil no 3º trimestre de 2026, ante o mesmo período de 2025. O volume de energia não gerada caiu de 383 GWh para 225 GWh. No mesmo intervalo, a geração global de energia da companhia cresceu 29%, alcançando 1,7 TWh. No acumulado de janeiro a setembro, os cortes de geração no Brasil recuaram 32% em relação ao mesmo período de 2025. Já a geração global da empresa somou 4,1 TWh nos nove primeiros meses do ano, alta de 11%, impulsionada pela entrada em operação de novas usinas, pela redução das restrições de geração e pela melhora das condições solares e eólicas. A companhia também alcançou 3 GW de capacidade instalada em operação, antecipando em três meses a meta estabelecida para 2026. Segundo a Voltalia, o desempenho da geração no Brasil também refletiu as condições dos recursos renováveis e a evolução dos fatores de capacidade das usinas. Na geração eólica, o fator de capacidade alcançou 44% no terceiro trimestre, ante 37% no mesmo período de 2025. Desconsiderando os cortes de geração, o indicador ficou em 52%, ligeiramente abaixo dos 53% registrados um ano antes. Nas usinas solares brasileiras, o fator de capacidade chegou a 20% no trimestre, ante 16% no mesmo período de 2025. Sem considerar os cortes de geração, o indicador alcançou 26%, frente a 25% um ano antes. A receita global da Voltalia somou 177,4 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando taxas de câmbio constantes. A receita com venda de energia avançou 26%, para 111,5 milhões de euros, enquanto a divisão Voltalia Hub cresceu 22%, para 12,1 milhões de euros. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a receita totalizou 508,7 milhões de euros, crescimento de 21% a taxas de câmbio constantes. A venda de energia respondeu por 301,7 milhões de euros, alta de 24% na mesma base de comparação. A empresa também reconheceu, no primeiro semestre, uma compensação relacionada aos cortes de geração no Brasil, que contribuiu para o resultado da atividade de venda de energia. A Voltalia encerrou setembro com 3.001 MW de capacidade em operação, alta de 18% em relação aos 2.554 MW registrados um ano antes. Considerando também os projetos em construção, a capacidade total chegou a 3.564 MW, avanço de 8%. A empresa ainda destacou que o armazenamento em baterias deverá assumir participação progressivamente maior em seu portfólio energético, tanto por meio de projetos independentes quanto de empreendimentos híbridos. Segundo o diretor-geral da Voltalia, Robert Klein, a companhia continuará priorizando a rentabilidade, a geração de fluxo de caixa e a alocação de capital, mantendo a meta de EBITDA para 2026.

Fonte: Megawhat | 22/Out/2026

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⚡ Energia · Matéria #06

MME defende PLD mínimo igual a zero, mas diz que depende de solução para custos de hidrelétricas e Itaipu

O MME defendeu em 22 de outubro que o PLD mínimo seja zero, diante do excesso de energia na maior parte do dia. O secretário-executivo adjunto da pasta, Fernando Colli, afirmou que o tema está em estudo e em consulta pública, mas esbarra em dois desafios, ambos ligados a custos de hidrelétricas. Atualmente, o PLD mínimo é de aproximadamente R$ 57,31 por MWh, piso definido anualmente pela ANEEL. O PLD horário, considerado no mercado de curtíssimo prazo, opera no mínimo na maior parte dos dias, sobretudo de manhã e à tarde. O preço não fica em zero nem em horários com cortes de geração e sobra de energia renovável de usinas com custo zero. Para calcular o piso, são considerados royalties de hidrelétricas, como Itaipu, e o ressarcimento de usinas hídricas que precisam operar mesmo quando o custo marginal é zero e elas custam mais. Segundo Colli, o PLD mínimo inclui cerca de R$ 18 para essas usinas, por operarem mesmo com eólica e solar disponíveis, para manter a defluência mínima. "Precisamos de encaminhamento para isso", disse em painel do Workshop Temático de Flexibilidade e Sinais Econômicos, da Coalizão do Setor Elétrico Brasileiro. Sobre Itaipu, Colli afirmou que seria preciso um decreto para ajustar a despesa com royalties e outros custos incluídos no PLD mínimo. Segundo ele, os royalties custam cerca de R$ 40, com mais alguns custos da usina, e é preciso definir onde alocar esse custo caso saia do piso. A questão está no tratado e no anexo C e não será resolvida no curto prazo, disse.

Fonte: Agência iNFRA | 22/Out/2026

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⚡ Energia · Matéria #07

ANEEL estuda contabilização diária e liquidação semanal no mercado de curto prazo para reduzir inadimplência

A ANEEL estuda contabilização diária e liquidação semanal no mercado de curto prazo para reduzir inadimplência. A informação é do superintendente de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica da agência, Felipe Calabria, em 22 de outubro. O estudo também busca reduzir riscos de alavancagem no mercado livre. Entre as medidas analisadas está a alteração do período de contabilização e liquidação, que atualmente leva até 60 dias contados do primeiro dia de medição. A ideia da reguladora, em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), é fazer a contabilização diária e a liquidação semanal, com ajustes mensais após as operações. As garantias financeiras exigidas também devem ser compatíveis com o período reduzido. "Para um regulador, isso é um mecanismo de segurança de mercado", disse Calabria a jornalistas, após workshop da Coalizão do Setor Elétrico Brasileiro, em Brasília. Segundo ele, a mudança permite que o mercado se reposicione rapidamente e que posições com alto nível de exposição sejam tratadas mais depressa. O gerente-executivo de Preços, Modelos e Estudos Energéticos da CCEE, Rodrigo Sacchi, afirmou que a proposta deve ser fechada até dezembro e encaminhada à ANEEL no próximo ano. O tema ainda deve passar pela diretoria colegiada e por consulta pública. Para 2026, está prevista a conclusão da consulta sobre monitoramento prudencial e da autonomia para a CCEE atuar mais rapidamente com as empresas, aplicando penalidades por descumprimento de regras.

Fonte: Agência iNFRA | 22/Out/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #08

Samarco eleva produção em 4% no 3º trimestre e atinge maior nível desde a retomada, em 2020

A Samarco produziu 4,3 milhões de toneladas no terceiro trimestre, o maior nível trimestral desde a retomada, em 2020. A mineradora, joint venture da Vale com a BHP, divulgou a prévia operacional em 22 de outubro; o volume é de pelotas e finos de minério de ferro. O resultado representa uma alta de 4% em relação ao mesmo período de 2025 e de 10% ante o segundo trimestre de 2026. A retomada das operações ocorreu ao final de 2020, cerca de cinco anos após o desastre envolvendo a queda de uma barragem de rejeitos de mineração. Nos nove primeiros meses de 2026, a produção alcançou 12 milhões de toneladas, avanço de 7% na comparação anual e também o maior volume para o período desde a retomada operacional. Segundo a Samarco, o desempenho reflete a manutenção de níveis elevados de produção ao longo do ano. As vendas de pelotas e finos somaram 3,9 milhões de toneladas entre julho e setembro, em linha com o trimestre anterior, mas com queda de 5% na comparação anual. No acumulado de 2026, as vendas atingiram 11,0 milhões de toneladas, crescimento de 1% sobre os nove primeiros meses de 2025. O preço médio realizado de pelotas foi de US$125,1 por tonelada no período, praticamente estável em relação ao segundo trimestre e 4% superior ao registrado um ano antes. Segundo a companhia, o resultado refletiu melhores condições comerciais e a recuperação dos prêmios de pelotas ao longo do trimestre.

Fonte: Money Times | 22/Out/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #09

Chinesa Boton instala base de serviços no Pecém e amplia aposta no pós-venda de correias para mineração

A chinesa Boton colocou em operação, em 14 de outubro, uma base de serviços para correias transportadoras no Pecém (CE). A subsidiária Boton Brasil Conveyor Services Pecém Ltda., em São Gonçalo do Amarante, ao lado do Porto do Pecém, pertence à Wuxi Boton Technology, uma das maiores fabricantes chinesas de correias para mineração, e oferece instalação e emenda de correias, resposta a emergências e monitoramento inteligente. Apesar de ser a primeira subsidiária formal do grupo no país, a unidade não é uma fábrica. A Boton produz apenas na China e na Tailândia, e a operação cearense, como indica a própria razão social, é uma base de serviços para clientes de mineração, siderurgia, cimento e terminais portuários na América do Sul. Na prática, a estrutura deve concentrar equipes de campo para instalação, emenda, inspeção, manutenção e troca de correias, além do suporte aos sistemas de monitoramento que a empresa passou a vender junto com o produto. A Boton não divulgou o valor investido, o número de funcionários nem se haverá estoque local de correias importadas pelo porto. A fórmula adotada no Ceará já foi testada pela empresa na África. Em março de 2024, a Boton começou a fornecer correias para o projeto de minério de ferro Simandou, na Guiné, e para atendê-lo criou a Boton Conveyor Services Guinea e um centro técnico com suporte 24 horas por dia. Em setembro de 2026, a relação evoluiu para um contrato de longo prazo com a SimFer, joint venture liderada pela Rio Tinto, pelo qual a chinesa passa a responder pela manutenção e pelo suporte operacional dos transportadores da mina. A empresa também lançou globalmente o SERV, sigla em inglês para segurança, eficiência, confiabilidade e criação de valor, que empacota os serviços de ciclo de vida como uma linha de negócio própria. A companhia trata esse braço de serviços como sua segunda frente de crescimento, e a base do Pecém se encaixa nessa estratégia. Fundada em 2000 por Bao Zhifang, que segue como presidente do conselho, a Boton tem sede em Wuxi, na província de Jiangsu, ações listadas na Bolsa de Shenzhen e um perfil peculiar: além das correias, opera jogos para celular no exterior. No primeiro semestre de 2026, a receita somou 1,97 bilhão de yuans, cerca de R$ 1,44 bilhão, alta de 22,3% sobre igual período do ano anterior, e o lucro líquido atribuído aos acionistas chegou a 192 milhões de yuans, aproximadamente R$ 140 milhões, avanço de 37,4%. A área de transporte industrial respondeu por 56% do faturamento, cerca de R$ 810 milhões, e a empresa relatou recorde mensal de receita de produtos no mercado internacional. Em 2025, a receita total foi de 3,46 bilhões de yuans, perto de R$ 2,5 bilhões.

Fonte: Brasil Mineral | 22/Out/2026

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⛏️ Mineração · Matéria #10

Rio Tinto fecha acordo plurianual de minério de ferro com a estatal chinesa CMRG, diz Bloomberg

A Rio Tinto fechou acordo plurianual com a estatal chinesa CMRG, de novembro de 2026 a maio de 2028, diz a Bloomberg. O contrato foi fechado no início de outubro, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato. A CMRG (China Mineral Resources Group) ampliou rapidamente a influência no mercado global de minério de ferro desde que foi criada, em 2022, para consolidar as compras das siderúrgicas chinesas e aumentar o poder de negociação delas com os principais fornecedores. A Bloomberg publicou em setembro que a CMRG havia orientado algumas usinas a suspender as compras do Pilbara Blend, da Rio Tinto, quando as negociações contratuais com a mineradora chegaram a um ponto crítico. A China é, com ampla vantagem, a maior importadora mundial de minério de ferro e compra a maior parte das cargas da Austrália e do Brasil, os maiores produtores, para abastecer a gigantesca indústria siderúrgica do país. Os preços de referência da commodity caíram cerca de 15% em 2026 e recentemente recuaram para menos de US$ 90 por tonelada em Singapura. Em 22 de outubro, os contratos futuros chegaram a cair 1,7%, para US$ 89,45 por tonelada, antes de reduzir as perdas. “A Rio Tinto mantém um relacionamento longo e bem-sucedido com nossos clientes na China”, afirmou a empresa à Bloomberg, sem comentar as negociações comerciais. A CMRG não comentou de imediato. As negociações com a CMRG têm se mostrado difíceis para as principais rivais australianas da Rio Tinto. Um impasse com a BHP Group durou meses até terminar com um acordo de um ano, válido até junho de 2027, que incluiu maior uso de preços denominados em yuan. A Fortescue, por sua vez, continua em negociações com a CMRG e alertou recentemente que restrições às vendas podem pressionar os resultados do ano fiscal. A CMRG também fechou um acordo com a Kumba Iron Ore, produtora ligada à Anglo American, válido de abril a março de 2027.

Fonte: InvestNews | 22/Out/2026

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🔥 Gás · Matéria #11

ANP autoriza Alunorte a ampliar importação de GNL em 40,6% em meio à crise de fornecimento da Celba

A ANP autorizou a Alunorte a importar 40,6% mais GNL, com limite diário de 3,2 mil para 4,5 mil metros cúbicos. A refinaria de alumina da Norsk Hydro, em Barcarena (PA), teve o volume máximo diário do registro de autoimportadora ampliado em meio aos problemas de fornecimento pela Celba, da antiga New Fortress Energy, atual Arxen. A alteração consta em despacho publicado no Diário Oficial da União de 22 de outubro, que substitui o registro concedido em agosto. A decisão foi aprovada por unanimidade pela diretoria da ANP na semana anterior ao despacho. A validade do registro segue condicionada a contrato com a distribuidora estadual ou à dispensa formal dessa exigência pela autoridade estadual. A autorização fixa o volume máximo diário registrado, mas não significa que a Alunorte já importe ou consuma essa quantidade. Em agosto, a refinaria reduziu temporariamente a produção de alumina para 50% da capacidade após ser informada sobre dificuldades na disponibilidade de gás. Obteve então o registro de autoimportadora e firmou acordo temporário com a Celba para acessar o terminal de GNL. Sem receber os volumes contratados, passou a comprar gás no mercado spot, a preços superiores. A Norsk Hydro estima impacto adicional de US$ 90 milhões a US$ 110 milhões no quarto trimestre, somado a US$ 75 milhões a US$ 100 milhões no terceiro, ou US$ 165 milhões a US$ 210 milhões nos dois períodos. A Alunorte move arbitragem na Câmara de Comércio Internacional (ICC) contra a fornecedora desde o primeiro trimestre de 2025, com pedido de R$ 375,7 milhões por supostos prejuízos causados por atrasos no suprimento. A então NFE contestou as alegações. O contrato foi assinado em dezembro de 2021, com prazo de 15 anos.

Fonte: MegaWhat (UOL) | 22/Out/2026

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🚢 Marítimo · Matéria #12

Terminal Manaus Moderna inicia obras de ampliação

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou do início das obras do Terminal Manaus Moderna, em 22 de outubro. As obras são de modernização e ampliação do Terminal Hidroviário. A obra prevê a instalação de 1.400 estacas para sustentar uma plataforma com área de 40 mil metros quadrados e busca transformar um dos principais pontos de conexão hidroviária de Manaus. A previsão é de que as obras sejam concluídas em 24 meses. Com a nova estrutura, a expectativa é oferecer melhores condições de atendimento aos passageiros e fortalecer a operação hidroviária em uma região onde o transporte fluvial é indispensável para a vida cotidiana e para a atividade econômica. O objetivo é oferecer melhores condições de atendimento à população que depende dos rios para se deslocar entre a capital e outros municípios do Amazonas. “Esperamos entregar, ao povo do Amazonas e de toda a região Norte, um Porto da Manaus Moderna plenamente preparado para atender à população. Essa é uma prioridade do governo do presidente Lula”, afirmou Tomé Franca. Além de acompanhar o início das obras do Terminal Hidroviário Manaus Moderna, em Manaus, o ministro visitou o Estaleiro Juruá, em Iranduba, para acompanhar as instalações e as atividades desenvolvidas pelo empreendimento naval. O projeto Manaus Moderna também contempla playground, ambientes climatizados nas áreas de espera e de atendimento aos passageiros, estacionamento com cobertura equipada com placas fotovoltaicas para geração de energia solar, além de pontos de apoio e áreas de convivência com bancos de concreto. Para Franca, as intervenções vão ampliar a acessibilidade e garantir mais conforto e dignidade aos usuários do terminal, com a implantação de novos pontos de acesso à estrutura. A modernização do terminal tem impacto direto na mobilidade regional. Em um estado de grandes distâncias e em que os rios são vias essenciais de transporte, a estrutura é importante tanto para o deslocamento de passageiros quanto para a circulação de mercadorias. A requalificação busca melhorar a organização das operações e ampliar a acessibilidade, contribuindo para que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida também possam utilizar o espaço com mais autonomia e segurança. O projeto inclui ainda estruturas e serviços voltados às necessidades dos usuários, incluindo unidade básica de saúde (UBS), bicicletário, energia solar e tratamento de esgoto. Para Edme Filho, diretor de Infraestrutura aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o início dos trabalhos representa um avanço para a integração da região Norte. “O terminal não vai beneficiar apenas o Amazonas, mas também Estados como Acre, Roraima e Rondônia, reforçando a importância da infraestrutura hidroviária para a conexão entre diferentes localidades. O porto da Manaus Moderna deixa de ser um equipamento para ser uma obra, o coração do Norte desse país”, destacou o diretor.

Fonte: Portos e Navios | 22/Out/2026

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💡 Análise Estratégica

💬 OPINIÃO DA REDAÇÃO — Análise Estratégica

Esta seção contém opinião editorial e não constitui recomendação de investimento.

Movimento setorial: Energia lidera a edição, com 4 das 12 matérias, seguida de O&G e Mineração, com 3 cada. O dia tem dois preços em destaque: o Brent no maior nível desde maio, com a tensão em Ormuz, e o ágio médio de 35% no primeiro leilão de gás da União, que vendeu 100% dos lotes.
Macro brasileiro: Preço de energia e regulação do curto prazo aparecem em várias matérias: leilão de gás da União, PLD mínimo zero defendido pelo MME, liquidação semanal em estudo na ANEEL e exportações do Rio puxadas por petróleo. No lado da indústria, a Alunorte amplia o limite de importação de GNL em meio à crise de fornecimento da Celba.
Sinal regulatório: Reguladores e atores institucionais citados: MME, ANEEL, ANP, PPSA e CCEE. A pauta oficial concentra PLD mínimo, liquidação no curto prazo e a ampliação do limite de GNL da Alunorte. O MME diz que o PLD zero depende de solução para os custos das hidrelétricas e de Itaipu.

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#06 Energia MME defende PLD mínimo igual a zero, mas diz que depende de solução para custos de hidrelétricas e Itaipu Agência iNFRA
#07 Energia ANEEL estuda contabilização diária e liquidação semanal no mercado de curto prazo para reduzir inadimplência Agência iNFRA
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#11 Gás ANP autoriza Alunorte a ampliar importação de GNL em 40,6% em meio à crise de fornecimento da Celba MegaWhat (UOL)
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